
O Programa Regional de Saúde Escolar chegou a cerca de 31 mil alunos no ano letivo 2024/2025, com mais de oito mil sessões de educação para a saúde realizadas nas escolas dos Açores, anunciou a secretária regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi.
A governante falava na sessão de abertura da 20.ª Escola de Outono de Medicina do Adolescente, que decorreu no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, onde destacou a importância da literacia em saúde, da prevenção e da intervenção precoce junto das crianças e jovens açorianos.
Segundo a nota de imprensa divulgada no sábado pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, o Programa Regional de Saúde Escolar, integrado no Plano Regional de Saúde, abrange 83 estabelecimentos de ensino regular e 11 escolas profissionais em toda a Região.
No ano letivo 2024/2025, a organização e o funcionamento das Equipas de Saúde Escolar foram reformulados, através da criação de uma equipa por ilha e de uma intervenção multidisciplinar, envolvendo profissionais de diferentes áreas da saúde.
Nas diferentes unidades orgânicas dos Açores foram realizadas mais de oito mil sessões de educação para a saúde, abrangendo várias áreas consideradas prioritárias. A saúde mental representou mais de 2.500 sessões, enquanto a promoção de uma alimentação saudável esteve na origem de aproximadamente 1.500.
As Equipas de Saúde Escolar desenvolvem ainda ações relacionadas com a prevenção de comportamentos de risco, segurança individual e coletiva e promoção de estilos de vida saudáveis, além de projetos transversais e iniciativas dirigidas às necessidades identificadas em cada comunidade escolar.
Mónica Seidi destacou também o reforço da resposta do Serviço Regional de Saúde na área da saúde infantil e juvenil. Desde 2019, o número de médicos pediatras aumentou de 35 para 52, correspondendo a mais 17 profissionais.
“Este é um reforço muito significativo, embora continuemos a precisar de mais especialistas para responder às necessidades do Serviço Regional de Saúde”, afirmou a secretária regional.
Nas ilhas sem hospital, foram realizadas, em 2025, 18 deslocações nas áreas de Pediatria e Pedopsiquiatria, mais 12 do que em 2021. Estas deslocações permitiram realizar cerca de 730 consultas, mais 550 do que no ano de referência.
“A aposta do Governo Regional é muito clara: garantir o acesso a cuidados de saúde a todas as crianças e jovens dos Açores, independentemente da ilha onde residem”, afirmou Mónica Seidi, apontando o reforço do número de pediatras e a deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital como dois dos eixos dessa estratégia.
A governante salientou ainda que a promoção da saúde deve começar antes do aparecimento da doença, através da prevenção e da literacia em saúde, defendendo a importância da intervenção nas escolas, onde as crianças e os jovens passam grande parte do seu tempo.
“Todas as crianças e jovens dos Açores devem ter acesso a cuidados de saúde adequados às suas necessidades, independentemente da ilha onde residem”, concluiu Mónica Seidi, considerando a equidade no acesso uma prioridade e destacando a necessidade de investir na prevenção, na proximidade e na promoção da saúde desde as primeiras etapas da vida.
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