As candidaturas ao (RE)AGE – Apoio a Atividades Formativas e Ocupacionais de Jovens em Risco decorrem até 16 de outubro, com cada projeto a poder beneficiar de um apoio de até 10 mil euros. O programa, promovido pela Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego através da Direção Regional da Juventude, já mobilizou mais de 33 mil euros desde a sua criação, em agosto de 2024.
O período de candidaturas ao (RE)AGE – Apoio a Atividades Formativas e Ocupacionais de Jovens em Risco está a decorrer até 16 de outubro, anunciou ontem a Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego.
Segundo a nota de imprensa divulgada pela Secretaria Regional, as candidaturas devem ser apresentadas online pelas entidades promotoras dos projetos, designadamente Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), entidades que integram os Centros de Desenvolvimento e Inclusão Juvenil (CDIJ) e associações privadas sem fins lucrativos com atividade na área da ação social.
As candidaturas são submetidas através do Portal da Juventude, em juventude.azores.gov.pt.
O programa destina-se a jovens residentes nos Açores entre os 12 e os 18 anos identificados pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens ou integrados na atividade dos centros CDIJ.
São igualmente abrangidos jovens inscritos nos Programas Específicos de Escolarização e Formação e jovens até aos 26 anos que se encontrem em situação de desemprego prolongado, reinserção social ou que sejam identificados como jovens em risco pelas entidades competentes.
Os projetos apoiados devem ter uma duração mínima de seis meses e máxima de 12 meses e podem envolver entre seis e 20 jovens. O apoio financeiro pode corresponder a até 75% do orçamento apresentado, com um limite máximo de 10 mil euros por projeto.
Criado em agosto de 2024, o (RE)AGE já permitiu um investimento superior a 33 mil euros, tendo como finalidade apoiar jovens em situação de risco ou vulnerabilidade social, através da promoção da inclusão, do desenvolvimento pessoal e social e da integração escolar, formativa e profissional.
De acordo com a Secretaria Regional, os projetos devem assentar em métodos de educação não-formal e ter, entre outros objetivos, a promoção da orientação vocacional e pré-profissionalizante, a reintegração social e profissional de jovens em situação de desemprego ou inatividade laboral e a intervenção precoce sobre comportamentos considerados de risco ou desviantes.
“Não estamos a falar de ocupar os jovens. Através do (RE)AGE, queremos chegar a quem mais precisa e proporcionar experiências formativas e ocupacionais que dê aos jovens competências, responsabilidade, confiança e, sobretudo, uma perspetiva concreta de futuro”, afirma a secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, citada na nota de imprensa.
A governante sublinha ainda que “as políticas públicas de juventude nos Açores não desistem de ninguém”, defendendo que uma Região que acredita nos seus jovens deve estar particularmente presente junto daqueles que, por diferentes circunstâncias, enfrentam maiores dificuldades.
Maria João Carreiro destaca também outros programas promovidos através da Direção Regional da Juventude, como a Academia Empreendedora, que inclui entre os seus destinatários jovens com vulnerabilidades sociais, nomeadamente jovens reclusos.
Para a secretária regional, o (RE)AGE constitui uma “aposta concreta na prevenção e na criação de oportunidades”, apelando à participação das IPSS e de outras associações com planos de atividades dirigidos aos jovens.
“É fundamental que as IPSS e demais associações com planos de atividades para jovens possam tirar partido deste novo instrumento de política pública ao qual está associado o financiamento das atividades a desenvolver”, sustenta Maria João Carreiro.
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