Os Açores já realizaram 38.351 rastreios no âmbito da segunda edição do Programa de Intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores (PICCOA), ultrapassando o total alcançado durante toda a primeira fase do programa. No Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço, a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destacou o compromisso do Governo Regional com a prevenção e o diagnóstico precoce da doença.
Os Açores já efetuaram 38.351 rastreios no âmbito da segunda volta do Programa de Intervenção no Cancro da Cavidade Oral nos Açores (PICCOA), entre 2022 e 30 de junho de 2026, superando os 32.306 rastreios realizados durante toda a primeira edição do programa, entre 2017 e 2021.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada ontem pela Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, os dados foram assinalados no âmbito do Dia Mundial do Cancro da Cabeça e do Pescoço, ocasião em que a Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, destacou o compromisso do Governo dos Açores com a prevenção e o diagnóstico precoce desta doença.
Segundo a mesma fonte, a taxa de participação da população também registou uma evolução positiva, aumentando de 27,1% na primeira edição do programa para 30,9% na segunda, refletindo uma maior adesão dos açorianos ao rastreio.
Coordenado pelo Centro de Oncologia dos Açores, o PICCOA tem como principal objetivo a deteção precoce de lesões pré-malignas e malignas da cavidade oral, permitindo um diagnóstico atempado e aumentando significativamente as probabilidades de sucesso dos tratamentos.
Citada na nota de imprensa, Mónica Seidi sublinha que os Açores continuam a ser “a única região do país a dispor de um programa organizado de rastreio do cancro oral”, assumindo uma posição de referência nacional na área da saúde pública.
O programa inclui rastreios anuais dirigidos a grupos etários específicos, consultas de avaliação dos casos sinalizados e a distribuição do Boletim Individual de Saúde Oral (BISO 40+), instrumento destinado a reforçar a vigilância clínica e a facilitar o encaminhamento célere dos utentes para tratamento especializado, sempre que necessário.
A Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social acrescenta ainda que o trabalho desenvolvido através do PICCOA tem vindo a obter reconhecimento internacional, estando atualmente integrado na IARC Oral Cancer Screening Network, rede coordenada pela Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC), organismo especializado da Organização Mundial da Saúde (OMS), que reúne programas de rastreio do cancro oral considerados de referência a nível mundial.
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