
A Praia da Prainha foi daquelas praias em que a natureza a colocou num lugar privilegiado, mas que parece ter nascido para não ter sorte… Senão vejamos!
Nasceu pequenina, cresceu e tornou-se grande, cativou o público e tornou-se a praia com mais assiduidade do Concelho da Praia da Vitória. No entanto, ao contrário de outras não foi bafejada pela sorte…
Enquanto outras a ultrapassaram nas suas estruturas de apoio, a Prainha foi sempre aquela a que podemos chamar de filha pródiga…
Teve inicialmente um barzinho de madeira, feito por um grupo de amigos. Durante algumas décadas, construídos pela autarquia, uns minúsculos sanitários, um bar que continua na mesma, excetuando alguns pequenos remendos, esperando passivamente aquela prometida renovação que parece nunca mais chegar.
Vamos a ver se para a próxima época balnear, considerando que o Município anuncia melhoria orçamental, temos um bar de apoio com as devidas condições que aquela praia merece.
Se tal acontecer, que seja uma obra pensada na sua globalidade, de forma a não correr os mesmos riscos e consecutivos defeitos, da recente reconstrução dos novos balneários, feitos à pressa, desajustados da realidade, sujeitos a várias correções, consequentes de todo o mau planeamento para a sua execução.
Há quem critique a falta da sua manutenção pela empresa ou entidade privada que o explora no momento. Sem querer ser advogado de defesa dessa entidade privada, convém salientar a dificuldade que se tem em manter um espaço limpo e agradável, quando utilizamos uma mangueira ou despejamos um balde com água, e a mesma, ao contrário de procurar um rumo certo, se coloca aqui e acolá, precisamente onde os pedestres precisam de circular? Dou como exemplo o sanitário dos homens, o qual depois da lavagem, só de botas de borracha, se não quisermos molhar os pés…
Para além da má sorte, do não reconhecimento das entidades públicas, temos ainda a falta de civismo de algum público, o qual, ao contrário de valorizar o bem estar que lhe é oferecido, prefere na sua ignorância ou mesmo malvadez, destruir! Foi isso que alguns fizeram a tarde/noite passada, deixando os balneários, sujos, maltratados, inclusive escrevendo aquilo que entenderam das suas ocas cabeças, nas portas interiores do balneário e sanitário dos homens…
Confesso que depois de visitar algumas Ilhas do triângulo e não só, me sinto envergonhado desta falta de civismo na minha terra!
Fernando Mendonça
