
A Delegação dos Açores da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) assinalou o seu 10.º aniversário com uma sessão solene realizada em São Pedro, Angra do Heroísmo, onde fez o balanço da última década de atividade, homenageou profissionais e dirigentes ligados à nefrologia açoriana e definiu cinco prioridades para melhorar os cuidados prestados às pessoas com doença renal. A informação foi divulgada numa nota de imprensa enviada pela Delegação dos Açores da APIR.
A Delegação dos Açores da Associação Portuguesa de Insuficientes Renais (APIR) comemorou, no domingo, o seu 10.º aniversário, numa sessão solene realizada na freguesia de São Pedro, em Angra do Heroísmo, que reuniu representantes de entidades públicas, profissionais de saúde, dirigentes associativos, doentes renais, familiares e parceiros institucionais.
Segundo a nota de imprensa da Delegação dos Açores da APIR, o presidente da estrutura regional destacou que a missão da Associação ultrapassa a representação dos interesses das pessoas com doença renal, assumindo-se como uma organização de proximidade, solidariedade, informação, apoio e intervenção social.
Durante a cerimónia foi igualmente recordada a evolução dos cuidados de nefrologia em Portugal e nos Açores, com destaque para a criação, em 1984, do primeiro Serviço de Hemodiálise da Região, no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira, considerado um marco que permitiu aos doentes açorianos receberem tratamento sem necessidade de sair do arquipélago.

A sessão incluiu também uma homenagem ao médico José Henrique Sousa Freitas e à enfermeira Lúcia Freitas, pelo contributo prestado ao longo de várias gerações de doentes renais. Foi ainda evocada a ação do médico Jorge Monjardino e homenageado, a título póstumo, o antigo dirigente da Delegação dos Açores, Rui Bettencourt, pela dedicação à causa dos insuficientes renais.
De acordo com a mesma fonte, foi ainda reconhecido o trabalho desenvolvido pelos profissionais dos Serviços de Nefrologia dos três hospitais da Região e da Unidade de Hemodiálise da ilha do Pico, salientando o papel que desempenham na prestação diária de cuidados às pessoas com doença renal.
No balanço dos últimos dez anos, a Direção da Delegação dos Açores destacou o acompanhamento de numerosas situações individuais, a participação em reuniões institucionais, a apresentação de propostas junto das entidades competentes, a realização de dois Encontros Regionais da APIR Açores, ações de sensibilização, rastreios, comemorações do Dia Mundial do Rim e diversas iniciativas de educação para a saúde.
A nota de imprensa refere que, para os próximos anos, a Associação definiu cinco prioridades: encontrar uma solução definitiva para as instalações do Serviço de Hemodiálise do Hospital Divino Espírito Santo, garantir um acesso mais rápido aos exames complementares de diagnóstico, promover o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas com doença renal, reforçar a prevenção da doença renal crónica através da educação para a saúde e da promoção de estilos de vida saudáveis, e melhorar os apoios aos doentes açorianos que necessitam de se deslocar para receber cuidados de saúde fora da sua ilha ou da Região.

A Delegação dos Açores da APIR agradeceu ainda o apoio da Direção Nacional da Associação, da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, da Junta de Freguesia de São Pedro, dos profissionais de saúde, entidades parceiras, empresas, instituições, dirigentes e voluntários que contribuíram para o crescimento da organização ao longo da última década.
Na mensagem final, a Associação reafirmou o compromisso de continuar a defender a dignidade, a igualdade no acesso aos cuidados de saúde e a qualidade de vida das pessoas com doença renal, sublinhando que “o acesso aos cuidados de saúde é um direito fundamental e nunca poderá depender da ilha onde cada pessoa vive”.
Ao assinalar os seus 10 anos de atividade, a Delegação dos Açores da APIR renovou ainda o compromisso de permanecer uma voz ativa na defesa dos insuficientes renais açorianos, mantendo-se próxima dos doentes, das suas famílias, dos profissionais de saúde e das instituições que partilham esse objetivo.
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