
A SEDES Açores considera que a Região entrou numa fase decisiva do seu desenvolvimento e defende uma estratégia mais ambiciosa de captação de investimento, reforço da competitividade e criação de riqueza. A posição foi apresentada durante a conferência “Pensar os Açores na Europa: mobilizar investimento para crescer”, que contou com a participação da Comissária Europeia Maria Luís Albuquerque, segundo um comunicado de imprensa divulgado pela associação.
Os Açores devem iniciar uma nova etapa da sua estratégia de desenvolvimento económico, assente na atração de investimento produtivo e menos dependente dos instrumentos tradicionais de apoio. A defesa desta mudança foi feita pela SEDES Açores durante a conferência “Pensar os Açores na Europa: mobilizar investimento para crescer”, realizada com a participação da Comissária Europeia Maria Luís Albuquerque.
De acordo com o comunicado de imprensa da SEDES Açores, o coordenador da estrutura regional da associação, Vítor Fraga, alertou para a necessidade de a Região reforçar a sua capacidade de captar investimento, sob pena de perder terreno no processo de convergência económica europeia.
“Os Açores já aprenderam a captar fundos. Agora têm de aprender a captar investimento”, afirmou.
Perante representantes institucionais, empresários e membros da sociedade civil, Vítor Fraga destacou que os fundos europeus desempenharam um papel determinante na modernização das infraestruturas, na qualificação dos recursos humanos e na melhoria das condições de desenvolvimento regional. Contudo, defendeu que os desafios da próxima década exigem uma abordagem diferente, baseada na atração de capital, na promoção da inovação, no aumento da produtividade e no fortalecimento da competitividade empresarial.
“O próximo ciclo dos Açores não se fará apenas com apoios. Far-se-á com investimento, inovação e ambição”, sublinhou.
A conferência ficou igualmente marcada pela referência feita por Maria Luís Albuquerque ao processo de reflexão em curso na Comissão Europeia sobre o futuro enquadramento dos auxílios de Estado destinados às Regiões Ultraperiféricas.

Segundo a SEDES Açores, esta discussão assume particular importância para a Região, uma vez que poderá influenciar diretamente a resposta a vários desafios económicos e estruturais.
“Estamos perante uma discussão estratégica para o futuro dos Açores. Falamos da mobilidade aérea, do futuro da SATA, da atração de investimento, da competitividade das empresas e da capacidade de crescimento da nossa economia. São decisões que terão impacto durante muitos anos e às quais a Região não pode ficar indiferente”, afirmou Vítor Fraga, citado no comunicado.
O responsável defendeu, por isso, uma participação ativa dos Açores no processo de definição das futuras regras europeias, com o objetivo de assegurar que as especificidades das Regiões Ultraperiféricas continuem a ser reconhecidas e salvaguardadas.
“Independentemente das soluções que venham a ser adotadas, importa garantir que os interesses da Região são devidamente considerados numa matéria que poderá influenciar o desenvolvimento económico dos Açores durante muitos anos”, acrescentou.
Durante o debate foi ainda salientada a convergência entre os desafios atualmente enfrentados pelos Açores e aqueles que dominam a agenda europeia, nomeadamente o aumento da competitividade, a mobilização de investimento privado, a melhoria da produtividade e a criação de mais oportunidades para as novas gerações.
Para a SEDES Açores, a capacidade de responder a estes desafios será determinante para assegurar um crescimento económico sustentado e reforçar a posição da Região no contexto europeu.
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