O PODER DA CIDADANIA

O Poder da Cidadania, consagrado na Constituição da República Portuguesa de 1975, concede-nos não só o direito, mas também o dever, de interferirmos na causa pública, sempre que entendamos a conveniência da nossa participação como cidadãos responsáveis.

Sou por alguns apelidado ou mesmo acusado, de me colocar muitas vezes no contra poder autárquico da minha localidade. Não o nego! Tenho esse carisma de me render às evidências, quantas vezes não sujeitas ao escrutínio, por receio da retaliação, seja ela no trabalho ou na conquista de alguns direitos.

Cidadania é ser capaz, de em consciência e sempre dentro da razão, nomear ou criticar os defeitos, mas também se preciso, louvar as virtudes!

Tenho a minha consciência tranquila, de que venho agindo por dever cívico e sentido construtivo, logo não me arrependo, de qualquer atitude tomada em relação ao poder autárquico da minha localidade.

Se ontem fui crítico a uma Instituição, porque não posso ser hoje o elogiador de outra qualquer! A imperfeição não é retrato absoluto do contraditório, muito menos dos poderes institucionais.

Foi público de que aquando das passadas eleições autárquicas, não apoiei a candidatura da atual Junta de Freguesia de Santa Cruz. Nunca pelas pessoas ou pela sua credibilidade e honestidade. Única e simplesmente pela sua inexperiência autárquica. Enganei-me! Logo, que também seja público, de que hoje dou a mão à palmatória.

Seguindo com alguma atenção todo o percurso desta Junta de Freguesia, digo, que está este grupo de jovens, comandado pelo reconhecido poeta José Esteves, executando um mandato digno de referência em todos os quadrantes, sejam esses na solidariedade para com os idosos, no apoio aos jovens, nas iniciativas de âmbito cultural, no contributo físico para a saúde, no asseio das ruas sobre a sua jurisdição. Em suma, em toda a latitude dos seus deveres e capacidades financeiras.

Bem haja, Junta de Freguesia de Santa Cruz.

Fernando Mendonça