
Tal como o velho ditado: De boas intenções está o inferno cheio…
Do mesmo modo, não só de anúncios, colóquios, feiras e festividades se desenvolve uma autarquia, no bem estar social e ambiental dos seus munícipes.
Quando temos uma escadaria de acesso à deslumbrante vista da Serra do Facho, intransitável aos visitantes, por ter há meses uma parede caída. Leva-nos a pensar, que desleixo é este! Mais grave ainda, é alguém dizer que a parede não se tapa, porque existe uma pedra muito grande… Se verdade, neste caso acaba passando do relaxo ao ridículo! Partam o raio da pedra e resolvam a situação!
Quando se leva há tantos anos a dar cabo da Praia Grande, com camiões cilindrando o areal, transformando-o em poeira, misturada com resíduos de combustível dos veleiros ali estacionados e, não se é capaz de tomar uma decisão definitiva, que salvaguarde a muralha e proteja a salubridade daquela praia, só se pode interpretar como incapacidade, falta de visão ou perdoem-me a expressão: Interesses alheios ao nosso conhecimento.
Quando tanto se fala nas alterações climáticas, inclusive organizando colóquios com as crianças, a fim de as alertar para esta realidade, mas se constrói na Riviera um passadiço, para além da proteção da duna, do que se estava à espera, senão da sua destruição! Outra estrutura encerrada ao público, por incapacidade de temporária solução, como já foi sugerido por alguém entendido na matéria…
Quando se anuncia a solução imediata para o problema das águas fluviais no Largo da Batalha, se encerra um parque de estacionamento há vários meses e em nada se avança, que podemos acrescentar? Assim, esta Praia não anda…
Tem razão o Sr. Vasco Cunha, quando reclama da utilização dos parques privados, devido ao encerramento do referido espaço.
Por último, quando as pessoas colocam o lixo na rua, aguardando a habitual recolha e a mesma não se faz, ficando dia e noite sujeito ás intempéries ou à disposição de cães e gatos, porque não se coloca na página da Praia Ambiente/Câmara Municipal, um aviso aos munícipes, do mesmo modo que se faz quando se encerra uma rua ou se recebe notícia de mau tempo?
Pelo que me dizem, esta situação teve a ver com o facto de existirem algumas viaturas avariadas. Coisa que já se conhece há vários anos, mas aparentemente de difícil resolução, seja pela idade dos veículos ou incapacidade da sua manutenção.
Assim, repito: ESTA NOSSA PRAIA NÃO ANDA!
Fernando Mendonça
