O Bloco de Esquerda dos Açores defende a suspensão do processo de privatização do serviço de ‘handling’ da SATA e propõe a renegociação com a Comissão Europeia, considerando a medida “absurda” e prejudicial para a Região.
O Bloco de Esquerda dos Açores (BE/Açores) considera que a privatização do serviço de assistência em escala (‘handling’) da SATA deve ser travada e classifica a estratégia como “absurda”, segundo um comunicado de imprensa divulgado no sábado, 2 de maio de 2026.
Citado na mesma nota, o deputado António Lima afirmou que “todas as decisões, principalmente quando são más decisões e com consequências extremamente negativas, devem ser revertidas”, após uma reunião com o SITAVA. O parlamentar criticou ainda o Governo Regional por não ter procurado alternativas junto da Comissão Europeia.
De acordo com o comunicado de imprensa, o BE/Açores irá levar ao parlamento regional, entre maio e junho, uma proposta que defende a elaboração de um novo plano de negócios para o Grupo SATA. O objetivo passa por garantir a manutenção da totalidade do capital da futura empresa de ‘handling’ na esfera pública, devendo esse plano ser posteriormente apresentado à Comissão Europeia.
António Lima reiterou que o ‘handling’ é um serviço essencial para o funcionamento do grupo, considerando que a sua privatização poderá criar “um monopólio natural nas mãos de uma empresa privada”, que, segundo o próprio, ainda dependerá de subsídios públicos para ser viável, conforme admitido pelo presidente do Governo Regional.
O deputado contestou também os números recentemente divulgados sobre alegados prejuízos de 36 milhões de euros nesta área, alegando que não foram contabilizadas as receitas geradas pelo serviço. “Seria o mesmo que vender os serviços de manutenção e esperar que os aviões continuassem a voar”, exemplificou.
Além dos impactos negativos para a empresa e para a Região, o BE/Açores alerta ainda para a dificuldade em cumprir o prazo de privatização até ao final de 2026, considerando que tal só seria possível “a não ser que se faça tudo a martelo”, conclui o comunicado de imprensa.
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