COMANDO OPERACIONAL DOS AÇORES ASSINALA 33 ANOS COM DESTAQUE PARA PAPEL ESTRATÉGICO NO ATLÂNTICO

O Comando Operacional dos Açores (COA) assinalou, esta quarta-feira, 22 de abril, o seu 33.º aniversário com uma cerimónia militar no Campo de São Francisco, em Ponta Delgada, marcada por homenagens, condecorações e intervenções que sublinharam a importância estratégica da estrutura militar para a defesa nacional e para a segurança no Atlântico.

A cerimónia foi presidida pelo presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia, e contou com a presença do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas (CEMGFA), general João Cartaxo Alves, e do presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, entre outras entidades civis e militares, de acordo com um comunicado do Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas enviado às redações.

Na ocasião, o general João Cartaxo Alves destacou o significado da sua presença, a primeira enquanto CEMGFA, salientando que o COA tem sido, ao longo de mais de três décadas, um “pilar principal da capacidade operacional das Forças Armadas Portuguesas nos Açores e no Atlântico”.

Na sua intervenção, o responsável sublinhou ainda o papel das Forças Armadas na região, referindo missões como “a vigilância de extensas áreas marítimas e aéreas, operações de busca e salvamento em cenários exigentes, evacuações aeromédicas urgentes e apoio imediato às autoridades civis”. Segundo afirmou, “sem esta capacidade instalada, a resposta a emergências seria inevitavelmente mais lenta, mais limitada e, em muitos casos, insuficiente para salvaguardar vidas e bens”.

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas destacou igualmente o posicionamento estratégico do arquipélago no contexto internacional, afirmando que “é também a partir dos Açores que Portugal afirma, de forma concreta, a sua capacidade de atuar num espaço marítimo de elevada relevância estratégica, contribuindo para a segurança nacional e para a dos seus aliados”.

Também citado no comunicado, o comandante operacional dos Açores, tenente-general César Rodrigues, sublinhou a ligação da estrutura militar à realidade regional, afirmando que o “COA é parte integrante da Região e os açorianos sabem que podem ficar isolados mas que as Forças Armadas nunca os vão deixar sozinhos”.

Segundo o comunicado, a cerimónia incluiu ainda uma homenagem aos militares e trabalhadores civis falecidos em serviço no COA, bem como a imposição de condecorações aos militares que mais se distinguiram ao longo do último ano.

Numa nota de imprensa igualmente enviada às redações, a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores refere que Luís Garcia destacou, na cerimónia, “o papel determinante” do COA na afirmação dos Açores como espaço estratégico central no Atlântico e na salvaguarda da soberania e dos interesses nacionais.

O presidente do parlamento açoriano enalteceu ainda “o rigor, a prontidão e a capacidade de coordenação conjunta dos meios da Marinha, do Exército e da Força Aérea”, sublinhando que, num contexto internacional marcado por novas ameaças e desafios à estabilidade, o Comando Operacional dos Açores constitui “uma estrutura essencial à projeção e credibilidade das Forças Armadas na Região”.

Luís Garcia defendeu também a importância de “continuar a valorizar o papel dos Açores” no quadro estratégico nacional e internacional e de “reforçar a articulação institucional com as Forças Armadas”, saudando o trabalho desenvolvido pelo CEMGFA, João Cartaxo Alves, e pelo comandante operacional dos Açores, César Paulo da Silva Rodrigues.

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