CDS-PP/AÇORES DEFENDE REFORÇO DO HOSPITAL DA TERCEIRA E REJEITA CENTRALIZAÇÃO NA SAÚDE

O líder parlamentar do CDS-PP/Açores defendeu o reforço das capacidades do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e reiterou a oposição do partido a modelos centralizadores no Serviço Regional de Saúde, sublinhando a importância da redundância e da proximidade na resposta aos utentes.

O líder parlamentar do CDS-PP/Açores, Pedro Pinto, reafirmou a defesa de um Serviço Regional de Saúde descentralizado e com capacidade de resposta em todas as ilhas, após uma visita ao Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT). A posição foi expressa numa nota de imprensa divulgada ontem, 10 de abril de 2026, pelo Grupo Parlamentar do CDS-PP/Açores.

Citado no comunicado, o deputado considerou que a saúde nos Açores não pode assentar em modelos centralizadores, defendendo antes um sistema baseado na redundância, proximidade e capacidade de resposta em todo o arquipélago.

“As recentes declarações sobre a criação de um hospital central e universitário em Ponta Delgada vão no sentido contrário daquilo que a realidade nos ensinou”, afirmou Pedro Pinto, referindo que o incêndio ocorrido no Hospital do Divino Espírito Santo demonstrou os riscos da concentração de serviços numa única ilha.

Segundo o parlamentar, foi precisamente a capacidade instalada noutras unidades hospitalares, como na ilha Terceira, que permitiu garantir a continuidade da prestação de cuidados de saúde aos açorianos. “Foi precisamente graças à capacidade instalada noutras ilhas, como aqui na Terceira, que o sistema conseguiu responder e garantir cuidados de saúde aos açorianos”, sublinhou.

Para o CDS, o que atualmente se verifica no Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira representa “o caminho certo”, através do reforço de capacidades, da correção de erros do passado e do investimento na complementaridade entre unidades hospitalares.

Pedro Pinto destacou também a reabertura da unidade coronária do hospital, encerrada em 2012 aquando da mudança para o novo edifício. “Foi um passo importante para devolver à Terceira uma resposta que nunca deveria ter sido retirada”, afirmou.

Ainda assim, o deputado considera necessário avançar com novas valências, defendendo a criação de uma unidade de hemodinâmica na unidade hospitalar terceirense. “A criação de uma unidade de hemodinâmica neste hospital é essencial e é uma reivindicação do CDS. É esta unidade que garante, em situações críticas, como as doenças coronárias, que o tempo de resposta não dependa da geografia. É isso que salva vidas”, sublinhou.

De acordo com a nota de imprensa, o CDS defende que esta valência deve funcionar em complementaridade com a existente em Ponta Delgada, reforçando a redundância do sistema regional de saúde.

O deputado destacou ainda o investimento contínuo no setor da saúde, quer ao nível tecnológico quer em recursos humanos, considerando que o Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira está no caminho certo para atrair médicos de diversas especialidades para exercer funções permanentes na ilha.

“O que está a ser feito por este Conselho de Administração [HSEIT] é uma conjugação entre oferecer aquilo que é mais recente e mais tecnológico e, obviamente, ser também de fator de atratividade para as novas gerações médicas”, afirmou.

Pedro Pinto reiterou ainda a visão do CDS para o setor, defendendo um Serviço Regional de Saúde que não discrimine os açorianos em função da ilha onde vivem e onde “o código postal não determina a probabilidade de sobreviver”.

“Mais do que discutir projetos centralizadores, devemos focar-nos em construir um sistema que funcione sempre, mesmo quando algo falha. E isso só se consegue com redundância”, concluiu.

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