PS AÇORES ACUSA GOVERNO REGIONAL DE INCOMPETÊNCIA NA GESTÃO DO TRANSPORTE DE CARGA

O presidente do PS Açores, Francisco César, criticou este sábado, em São Jorge, o Governo Regional pela forma como tem gerido o transporte de carga aérea e marítima, afirmando que os problemas existentes “não são inevitáveis”, mas resultam de falta de organização e de um modelo de transportes “ultrapassado”. As declarações constam de uma nota de imprensa divulgado pelo partido no sábado, 31 de janeiro.

De acordo com a referida nota, Francisco César afirmou, à margem de uma visita ao hipermercado Compre Bem, que “não é aceitável tratar como uma fatalidade aquilo que pode ser resolvido”, sublinhando que as dificuldades no transporte de bens penalizam diariamente famílias e empresas, contribuindo para o agravamento do custo de vida nos Açores.

O líder dos socialistas acorianos apontou diretamente ao Governo Regional, defendendo que “o atraso sistemático da carga marítima, os elevados custos e os problemas constantes na carga aérea não são inevitáveis”. Para Francisco César, estas dificuldades resultam de “más opções políticas, de falta de organização e da manutenção de um modelo de transporte marítimo de carga que não funciona e que não é revisto há mais de 20 anos”.

CARGUEIROS AÉREOS

Como solução, o presidente do PS Açores propõe a introdução de dois cargueiros aéreos: um para o serviço Interilhas — promessa que acusa o Governo de ter abandonado — e outro para assegurar o transporte de carga entre os Açores e o continente. “Com dois cargueiros aéreos e com uma alteração séria do modelo de transporte marítimo de carga, era possível reduzir custos, aumentar a previsibilidade e aliviar diretamente o custo de vida das pessoas”, afirmou.

Francisco César acusou ainda o executivo regional de estar exclusivamente concentrado na situação “de calamidade” das contas públicas, o que, segundo disse, compromete a capacidade de governação. “Este é um Governo absorvido pela situação de calamidade das contas públicas, que não resolve problemas, que adia decisões e que perdeu a credibilidade junto dos açorianos”, declarou.

O dirigente socialista alertou para os impactos concretos desta alegada falta de foco político no quotidiano das famílias e das empresas. “Enquanto o Governo se limita a apagar fogos financeiros, as famílias pagam mais no supermercado e as empresas acumulam custos que comprometem a sua atividade”, afirmou.

Na nota enviada às redações, Francisco César defende que as soluções apresentadas são financeiramente exequíveis, acusando o Governo Regional de falta de prioridade e visão estratégica. “No meio de tantos milhões, era possível reservar um ou dois milhões para garantir um cargueiro aéreo. O que falta não é dinheiro, é organização, competência e vontade política”, sustentou.

O presidente do PS Açores concluiu que reduzir o custo de vida deve ser uma prioridade central da governação. “Aceitar estes problemas como um destino inevitável é desistir de governar. Há alternativas, há soluções e elas passam por mudar modelos, gerir melhor e devolver credibilidade à ação governativa”, afirmou.

© PS/A | Foto: PS/A | PE