CRISE SÍSMICA EM SÃO JORGE — ORIGEM DA SISMICIDADE

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a crise sísmica que desde da tarde de sábado, 19 de março, se vem registando na ilha de São Jorge, poderá “estar relacionada com a ascensão de magma num dique magmático”.

Este fenómeno, explica o IPMA, “provoca fragmentação das rochas em profundidade o que se traduz em libertação de energia elástica sob a forma de sismos”.

No comunicado hoje enviado às redações, o IPMA salienta que o aumento significativo da frequência da atividade sísmica na ilha, que foi detetado desde a tarde do passado sábado, 19 de março, “se mantém até este momento”.

Segundo o IPMA, foram registados desde então, “mais de 1300 sismos”, com epicentros distribuídos numa direção próxima do alinhamento da ilha, “entre Velas e o Pico da Esperança”. As magnitudes variam entre 1.2 e 3.6 na escala de Ritcher, tendo o maior sismo ocorrido nas primeiras horas da crise sísmica.

“De acordo com as características dos sismos registados e a localização geográfica das populações, é expectável que mais de 100 sismos possam ter sido sentidos, sendo que até ao momento a intensidade máxima observada foi de IV (Mercalli modificada, 1956)”, lê-se.

O IPMA, da conta no comunicado, que “está a acompanhar a situação disponibilizando toda a informação para o sistema de proteção civil”.

O IPMA apela a quem tenha testemunhado um sismo o reporte através do preenchimento do “questionário macrossísmico“. O preenchimento deste questionário, salienta o IPMA, “é fundamental para permitir ao IPMA cartografar a extensão dos efeitos dos sismos sentidos”.

© IPMA | Imagem: IPMA | PE

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