CHEGA/AÇORES CONSIDERA QUE SECTOR DAS PESCAS FOI “ESQUECIDO” E “ABANDONADO” PELOS GOVERNANTES

O deputado único do CHEGA na Assembleia Regional, José Pacheco, considerou esta quarta-feira, que “o sector das Pescas tem sido esquecido e até mesmo abandonado pelos governantes nos Açores”.

Citado em nota de imprensa, o parlamentar falava após ter reunido com a Cooperativa Porto de Abrigo, onde ouviu as preocupações dos responsáveis daquela estrutura organizativa, tendo deixado o compromisso que o “CHEGA será a voz destes profissionais na Assembleia Legislativa Regional dos Açores”.

José Pacheco recordou, que ainda este verão, manteve contactos com alguns proprietários de atuneiros de São Miguel na busca de soluções para a descarga do pescado em São Miguel, “o que, após conversações com o executivo regional, foi conseguido”.

De entre as várias preocupações manifestadas, o responsável pela cooperativa, Liberato Fernandes, revelou a Pacheco que “desde 2010, o sector da pesca na Região já perdeu 10 milhões de euros em receitas”, manifestando-se muito apreensivo quanto a esta quebra constante do rendimento dos pescadores.

A Cooperativa Porto de Abrigo criticou também a política de gestão das quotas, nomeadamente quanto ao goraz, alfonsim e imperador, manifestando-se “contra a imposição de quotas”.

Para José Pacheco, de facto, falta nos Açores a valorização deste sector e dos respetivos profissionais, frisando que, “tal como em outros sectores de atividade, também nas pescas é preciso caminhar para a valorização do pescado e por um rendimento justo ao trabalho dos pescadores”.

De acordo com o deputado, a “questão das quotas deverá ser revista, devendo-se apostar na diminuição do esforço de pesca no período da desova das espécies”.

José Pacheco defendeu ainda que como forma de combater a paragem, por exemplo, dos atuneiros, dever-se-ia dar a oportunidade destas embarcações poderem ter outras licenças de pesca no fim da safra do atum. “Assim, não estaríamos a mandar para o desemprego muitos pescadores que querem é trabalhar e não estarem dependentes de subsídios”.

Relativamente à entrada na Zona Económica Exclusiva dos Açores de embarcações do exterior, o deputado do partido nacionalista de direita, revelou-se preocupado, porque entende que os recursos da Região ficam, assim, mais vulneráveis. “Temos que proteger os nossos recursos, até porque não são infinitos”, alertou o parlamentar.

© GC-CH/A | Foto: GC-CH/A | PE

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