COMUNICAÇÃO NOS AÇORES SOBRE AGENDAS MOBILIZADORES FOI “DEFICIENTE”, CONSIDERA A CESA

O presidente do Conselho Económico e Social dos Açores (CESA), Gualter Furtado, considerou esta segunda-feira que foi “deficiente” a comunicação sobre o acesso aos fundos das Agendas Mobilizadores, que estão previstas no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A posição de Gualter Furtado foi enviada por escrito à agência Lusa, após uma reunião com o secretário das Finanças, Planeamento e Administração Pública do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), Bastos e Silva, e com o presidente da comissão de acompanhamento do PRR do CESA, Francisco Silva.

“A comunicação em relação à implementação das Agendas Mobilizadoras foi deficiente e importa não se repetir. [Importa] tudo fazer para explicar tudo, também para não comprometer o futuro”, afirmou o presidente do CESA.

Segundo a edição de sábado do jornal Açoriano Oriental, a reunião foi solicitada pelo CESA, na sequência das críticas de partidos e empresários relativas ao acesso aos 117 milhões de euros destinados à região através das Agendas Mobilizadoras PRR.

“Relevamos como importante esta reunião, sobretudo para o futuro e para que o CESA cumpra com as suas funções de acompanhamento em relação à aplicação regional dos fundos comunitários estruturais e específicos”, acrescentou hoje Gualter Furtado.

O líder do CESA reforçou ainda a necessidade de a região aproveitar “bem” as oportunidades concedidas pelos fundos comunitários.

“Temos de aproveitar bem estas oportunidades abertas pela União Económica e Monetária, para uma região que tem tantas carências”, apontou.

Em 14 de outubro, a bancada do PS no parlamento dos Açores acusou o Governo Regional de estar a fazer uma gestão “ilegal” das verbas previstas no PRR.

Também o BE/Açores, no mesmo dia, criticou o Governo açoriano por “beneficiar sempre os mesmos grupos económicos”, considerando “inaceitável” a distribuição das verbas do PRR.

No dia seguinte, instado pelos jornalistas, o presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, afirmou que “nada ficará por esclarecer” na aplicação regional do PRR e salientou que a “responsabilidade” do processo das Agendas Mobilizadoras é da secretaria das Finanças.

Hoje, as Câmaras do Comércio de Angra do Heroísmo e da Horta pediram ao Governo dos Açores que clarifique que foi da congénere de Ponta Delgada “a liderança” das Agendas Mobilizadoras.

O grupo parlamentar do BE na Assembleia da República questionou hoje o Governo sobre a “transparência e igualdade de oportunidade” nas candidaturas de empresas dos Açores aos fundos das Agendas Mobilizadoras do PRR.

© Lusa | Foto: DR | PE

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