ANÚNCIO DO PEDIDO DE REGISTO DO NOME “CARNE RAMO GRANDE” PUBLICADO NO JORNAL OFICIAL DA UNIÃO EUROPEIA

Foi recentemente publicado no Jornal Oficial da União Europeia o anúncio do pedido de registo do nome da “Carne Ramo Grande”, divulgou esta segunda-feira o Governo dos Açores.

Em nota da Secretaria Regional da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, o executivo afirma que o pedido se “encontra em conformidade com o artigo 50.º, n.º 2, alínea a), do Regulamento (UE) n.º 1151/2012 do Parlamento Europeu e do Conselho, relativo aos regimes de qualidade dos produtos agrícolas e dos géneros alimentícios”.

O pedido feito por Portugal, através da Secretaria Regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Governo Regional dos Açores, pretende atribuir a esta raça visibilidade, tornando-a numa mais-valia para o desenvolvimento económico da Região.

As características da “Carne Ramo Grande”, nomeadamente em termos de sabor, tenrura e suculência, são consequência da criação dos animais em sistema de pastoreio ao longo de todo o ano, em virtude das condições edafoclimáticas dos Açores assim o permitirem, associadas ao maneio peculiar conferido pelo produtor e à docilidade própria destes animais.

Como é uma carne proveniente de um sistema de pastoreio, no qual os animais andam livremente nas pastagens e fazem mudanças entre as diversas parcelas, tende a ter uma cor mais intensa.

O clima bastante favorável à criação de bovinos e o solo de fácil exploração, fértil e com boas pastagens, permitiram uma boa adaptação, desenvolvimento e evolução do gado bovino, cuja origem remonta à descoberta e povoamento do arquipélago, e que adquiriu ao longo dos anos as características genéticas próprias da Raça Ramo-Grande.

Deste modo, os criadores da raça são considerados os guardiães de um património genético inigualável, que, ao longo de várias gerações e em condições por vezes difíceis, insistiram em manter como legado dos seus antepassados, procurando preservar a herança.

Estes bovinos têm ainda hoje grande importância nos Açores, quer pela sua utilização no labor tradicional da terra, quer nos cortejos etnográficos e, claro, à mesa dos açorianos e de quem nos visita.

É de salientar ainda que a Região Autónoma dos Açores tem atualmente 241 criadores da Raça Bovina Autóctone do Ramo Grande, totalizando um total de 1.287 efetivos bovinos.

Não havendo nos próximos três meses qualquer oposição internacional, será atribuída a designação de “Carne do Ramo Grande DOP”.

© GRA | Foto: SRADR | PE

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