UNIDADE DE RADIONCOLOGIA DO HSEIT É INAUGURADA AMANHÃ

Convencionada à empresa “Joaquim Chaves Saúde” será inaugurada amanhã, segunda-feira, 06 de setembro, pelas 10:00, a nova Unidade de Radioncologia do Hospital do Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT).

A “Joaquim Chaves Saúde” é o maior prestador privado em radioncologia em Portugal. Nos últimos 20 anos, prestou cuidados de saúde nesta área a um total de 48.949 doentes. Nos Açores, atualmente, existe a “Clínica de Radioncologia Madalena Paiva”, em Ponta Delgada, que assegura o tratamento de 1.733 doentes. A partir desta segunda-feira o grupo passa a contar com uma segunda unidade na região, totalizando sete em todo o território nacional.

Na cerimónia de inauguração estarão presentes, o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro; o secretário regional da Saúde e Desporto, Clélio Meneses; o presidente do Conselho de Administração da “Joaquim Chaves Saúde”, José Joaquim Chaves; o diretor da “Joaquim Chaves Oncologia”, Guy Vieira; e a diretora da clínica de radioncologia “Madalena Paiva”, Marisa Lobão.

A abertura da unidade de radioncologia no HSEIT a 06 de setembro, já havia sido anunciado pelo secretário regional da Saúde e, mais recentemente, em 30 de julho, foi reiterada por Clélio Meneses, aquando de uma visita ao local, onde decorriam, no momento, a fase de testes do equipamento e da adaptação aos mesmos pelos profissionais que ali vão exercer a sua atividade.

Citado em nota do Governo, na ocasião, Clélio Meneses afirmou: “É uma grande satisfação para o Governo Regional dos Açores poder cumprir esta promessa e, para os açorianos que irão utilizar este espaço, será uma mais-valia em termos da sua saúde e da sua tranquilidade, porque quem tem um problema oncológico, desde logo está numa situação de debilidade emocional, desde logo a deslocação do seu local, em termos de relações familiares e profissionais também já tem um impacto acrescido e se conseguirmos atenuar esse impacto negativo da doença, com tratamento que irá ser de ponta a nível mundial, estamos de facto convencidos que estamos a cumprir com as obrigações do governo”.

O titular da pasta da Saúde do Governo de coligação PSD/CDS-PP/PPM, apontou ainda, a convenção estabelecida com o grupo “Joaquim Chaves Saúde”, como exemplo de que “a complementaridade entre o público e o privado, é um dos caminhos” para a área da Saúde, defendendo que “é necessário acabar com o estigma ou preconceito, de algum modo ideológico, de que o que é público é público e o que é privado é privado”.

RADIONCOLOGIA NA TERCEIRA CINCO ANOS DEPOIS

“A máquina foi instalada na mesma altura em que foi instalada a de Ponta Delgada, icialmente, o projeto previa que as duas máquinas fossem instaladas em São Miguel e houve aqui, por parte de ambas as partes, uma expectativa de perceber se os rácios e a incidência justificavam ou não ter dois centros de radioterapia abertos”, declarou à Lusa, diretor da Joaquim Chaves Oncologia, Guy Vieira.

O Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira foi construído, em 2012, com um ‘bunker’, orçado em cerca de 1,5 milhões de euros, destinado à instalação de um serviço de radioterapia, mas a unidade acabou por ser instalada na ilha de São Miguel.

Na altura, o executivo regional (PS) anunciou uma segunda unidade de radioterapia para a ilha Terceira e o equipamento, que resultou de um investimento conjunto do Governo Regional e da empresa Joaquim Chaves, com recurso a fundos comunitários, foi instalado no Hospital de Santo Espírito, mas nunca chegou a funcionar.

Para tal, o Governo Regional justificou o atraso do projeto, em 2018, com o rácio de casos e com a falta de radio-oncologistas, mas o novo executivo açoriano, da coligação PSD-CDS-PPM, que tomou posse em novembro de 2020, decidiu avançar com a unidade.

Guy Vieira admitiu que teria sido mais fácil instalar “as duas máquinas no mesmo local”, até porque a abertura de uma nova unidade “implica duplicação de recursos humanos”, mas justificou a decisão com a proximidade do serviço prestado.

“Chegámos agora à altura e percebemos pelos registos oncológicos que fazia sentido fazer esta abertura e este início de tratamento”, apontou.

As principais mais-valias desta unidade, segundo o diretor de oncologia, serão evitar que a população da ilha Terceira se desloque para fazer tratamentos de radioterapia e permitir que a população das restantes ilhas dos grupos Central e Ocidental dos Açores se possa deslocar para uma ilha que fique mais perto.

“Tem um impacto que eu diria que é quase imensurável”, salientou Guy Vieira, realçando que muitas vezes o doente tem de se deslocar para um “ambiente que lhe poderá ser agreste”, sem apoio familiar.

O tratamento de radioterapia demora cerca de 15 minutos por dia, mas prolonga-se, em média, por cinco a seis semanas.

A unidade instalada em Ponta Delgada, que iniciou a atividade em março de 2016, já tratou 1.733 doentes, uma média de 347 por ano.

Segundo Guy Vieira, não é possível prever com exatidão o número de doentes que serão tratados na ilha Terceira, até porque “a incidência do cancro tem aumentado de ano para ano”, mas o registo oncológico indica que cerca de metade dos doentes com cancro nos Açores está nas ilhas dos grupos Central e Ocidental.

“Sessenta a 70% dos doentes têm indicação para fazer radioterapia, seja numa fase inicial, no início do tratamento do cancro, associado ou não à quimioterapia, antes ou depois da cirurgia, mas também numa fase mais tardia, quando a doença progrediu e existem dores e hemorragias, nos casos paliativos”, revelou o médico.

A nova unidade de radioterapia terá uma equipa permanente de 15 funcionários, incluindo uma médica radio-oncologista contratada pelo hospital.

A maioria dos técnicos é natural da ilha Terceira, mas trabalhava em clínicas no continente português.

Com capacidade para tratar entre 80 e 90 doentes por dia, a unidade deverá ficar longe destes números, mas o diretor de oncologia sublinhou que a segurança do tratamento prestado “está garantida”.

“Se houvesse um número muito baixo de casos com indicação para radioterapia, a equipa que estivesse no terreno poderia não conseguir acumular experiência suficiente para nos dar essa garantia de segurança, no entanto, houve um esforço de todas as partes e vontade. Temos uma equipa super experiente, temos técnicos de radioterapia que vieram de várias instituições no continente”, salientou.

© PE / Lusa | Foto: SRSD

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