MEMBROS DO GOVERNO EM AÇÕES DE CAMPANHA PARTIDÁRIAS!?

Rodrigo Pereira

O espaço de opinião não ganha nada em ser ocupado com ataques pessoais a candidatos, nem tão pouco com ataques vis a projetos políticos. O debate deve ser feito com ideias e com propostas concretas, caso contrário o efeito é simples: os eleitores mais indecisos desmotivam-se de acompanhar um momento tão importante como o que atravessamos para a vida e futuro dos nossos concelhos e afastam-se das urnas de voto no dia em que devem escolher um projeto político para dirigir os respetivos municípios nos próximos anos. Por esse motivo, em momento algum me verão ocupar este espaço com ataques a qualquer projeto político oposto daquele que integro.

Apesar disso, tendo em conta a frequente presença de membros do Governo Regional dos Açores nessa exata qualidade em ações de campanha das coligações PSD/CDS-PP quer em Angra do Heroísmo, como na Praia da Vitória, é fundamental alertar para a falta de ética política que estas presenças constituem e, mais grave, pelo desrespeito pelos valores democráticos. Espera-se dos membros do Governo Regional isenção de apoio aos seus respetivos partidos aquando do desempenho das suas funções públicas ao serviço da região.

Cartazes de ações de campanha das referidas coligações para sessões de esclarecimento à população com a presença dos candidatos e de membros do governo ou publicações nas páginas das candidaturas nas redes sociais onde se podem ver secretários regionais visitarem obras financiadas pelo Governo dos Açores acompanhados por candidatos às Juntas de Freguesia ultrapassam todas e quaisquer barreiras éticas e do bom-senso que se esperam e se exigem a quem representa o povo no órgão executivo regional.

Não podemos, nem devemos sequer tentar demover cidadãos que ocupam funções governativas de apoiarem os projetos políticos dos seus respetivos partidos ou movimentos em que acreditam, mas devemos sim exigir que o façam precisamente na qualidade de militantes, dirigentes ou em qualquer outra função de âmbito partidário, se assim o entenderem, mas em momento algum na qualidade de membros do governo.

Referia, incontestavelmente bem, o fundador do atual Partido Social Democrata, Francisco Sá Carneiro: “a política sem risco é uma chatice e sem ética uma vergonha”. Apliquemos as suas palavras de enorme valor na ação política, seja em que partido for, e respeitemos o povo e as suas instituições, que é o mínimo a pedir, mas também a exigir a quem dos órgãos de soberania faça parte.

Rodrigo Pereira
Candidato à CMPV pelo PS

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