BOLIEIRO: ACORDOS QUE SUPORTAM O GOVERNO DOS AÇORES “PERFEITAMENTE ESTÁVEIS”

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, garantiu hoje que os acordos parlamentares que sustentam o executivo estão “perfeitamente estáveis”, apesar de o Chega ter perdido um deputado na Assembleia Regional.

“Há uma coligação de governo perfeitamente estável e os acordos de incidência parlamentar também estão perfeitamente estáveis”, afirmou Bolieiro aos jornalistas.

O líder do Governo Regional de coligação PSD/CDS-PP/PPM falava hoje na sede da Presidência do Governo, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, após uma audiência com o conselheiro de Estado, Luís Marques Mendes.

“Sob ponto vista da notícia que dei a Marques Mendes relativamente à estabilidade governativa, é que ela está tranquilamente segura. Não há nenhuma evolução no que diz respeito ao cumprimento dos compromissos”, acrescentou Bolieiro.

Na quarta-feira, o ex-líder do Chega/Açores Carlos Furtado revelou que ia passar à condição de deputado independente, sem renunciar ao mandato, como pretendia o líder nacional do partido, André Ventura, que naquele dia lhe retirou a confiança política.

Uma vez que o Chega assinou um acordo de incidência parlamentar com a coligação que suporta o Governo dos Açores, o PS, o PAN e a IL pediram a intervenção do Representante da República na região, Pedro Catarino.

Hoje, José Manuel Bolieiro revelou ter falado com Pedro Catarino, mas reiterou não existirem razões para a intervenção do Representante da República.

“Não há por isso razão para, perante o status quo razoavelmente igual sob ponto vista da composição parlamentar, para qualquer intervenção de quem quer que seja”, assinalou.

Bolieiro disse ter falado com o Representante da República “exatamente sobre essa perspetiva de que está tudo normalizado e de que não há razão nenhuma para qualquer intervenção”.

O social-democrata repudiou ainda as declarações do líder do maior partido da oposição, o socialista Vasco Cordeiro, que no domingo considerou que a governação regional entrou em “descalabro”.

“Os comentários do partido da oposição, que procura fazer do seu comentário como se quanto pior melhor fosse para a política e a governação dos Açores, ficam com quem os proferiu”, acrescentou.

No domingo, o líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, afirmou que a governação regional, liderada por José Manuel Bolieiro, entrou em “descalabro” e está a gerar “instabilidade”, numa alusão às divergências internas no Chega/Açores.

Na sexta-feira, o presidente do Governo Regional dos Açores e o líder do Chega garantiram existir estabilidade governativa, recusando cenários de eleições antecipadas ou receios de moções de censura após a retirada de confiança a um deputado daquele partido.

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos elegeram 26 deputados nas eleições regionais de 2020, assinaram um acordo de governação e um acordo de incidência parlamentar com o Chega, que alcançou dois mandatos no sufrágio.

O PSD assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Iniciativa Liberal (IL), pelo que, com o apoio dos dois deputados do Chega, a coligação de direita somava 29 deputados na Assembleia Legislativa dos Açores.

Estando em causa um número suficiente para atingir a maioria absoluta (o PS elegeu 25 deputados, o BE dois e o PAN um), o representante da República indigitou José Manuel Bolieiro como presidente do Governo Regional, no dia 07 de novembro de 2020.

© Lusa | Foto: MM | PE

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