PS/AÇORES ACUSA GOVERNO REGIONAL DE FALTA DE “TRANSPARÊNCIA” E “DIÁLOGO”

O líder do PS/Açores, Vasco Cordeiro, acusou o Governo Regional, formado pela coligação PSD/CDS/PPM, de ter um problema de “transparência e de diálogo” e de promover um “assalto” à Administração Pública Regional.

Vasco Cordeiro, que intervinha na abertura das Jornadas Autárquicas do PS/Terceira, na noite desta sexta-feira, na Praia da Vitória, considerou que as eleições autárquicas de 26 de setembro, têm um elevado “significado e simbolismo político”, destacando o contexto político, social e económico no qual decorrem.

Citado em nota de imprensa, o dirigente do maior partido da oposição referiu que as eleições autárquicas são sobre “quais os melhores projetos, equipas e lideranças, para servir os concelhos e freguesias da região”.

Vasco Cordeiro afirmou que existe um problema de “transparência e de diálogo” do Governo Regional, exemplificando que este acabou com os comunicados de Conselho de Governo, naquela que era a “primeira e mais direta oportunidade de ser feito um escrutínio público daquela que é a sua ação”.

O dirigente disse que existe “falta de transparência [do Governo dos Açores] na forma incomodada como enveredou por um assalto à Administração Pública Regional, cortando nos cargos técnicos e aumentando nos cargos de nomeação política”.

Para o líder regional socialista, existe um “problema de diálogo” do Governo dos Açores, que entrou em funções há seis meses e ainda não ouviu os parceiros sociais e partidos políticos sobre as verbas do próximo Quadro Comunitário de Apoio da União Europeia.

Vasco Cordeiro disse que o executivo açoriano está mais preocupado com “a sua sustentação, do que com a sustentabilidade da região” e “não segue um projeto estratégico para o futuro”.

O dirigente afirmou que o anterior Governo dos Açores, que era liderado pelo PS, deixou “cerca de 85 milhões de euros nos cofres da região”, acrescendo a possibilidade de se “pedir uma antecipação do Plano de Recuperação e Resiliência, que chega a cerca de 75 milhões de euros”.

Acrescem cerca de 73 milhões que a companhia aérea SATA, “mais por decisão do Governo dos Açores, do que de Bruxelas, devolve à região”, de acordo com o socialista.

Para Vasco Cordeiro, “com estas receitas extraordinárias”, o executivo “assume despesas que se repetirão, ano após ano, e é isso que põe em causa a sustentabilidade da região”.

Vasco Cordeiro considerou que desde que o Governo Regional socialista cessou funções “há menos quatro mil açorianos empregados, mais mil açorianos a usufruir de programas ocupacionais, criados pelo PS, e tão criticados pelos que agora são governo, para garantirem o seu rendimento e o seu sustento”.

Além disso, setores económicos “como o do turismo, da restauração e setores associados, estão a viver uma situação bastante complicada e desafiante”, segundo o socialista.

© Lusa | Foto: PS/A | PE

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