BASE DAS LAJES, PORTO OCEÂNICO E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL SÃO PILARES DE FUTURO DA PRAIA DA VITÓRIA, CONSIDERA TIBÉRIO DINIS

Para o presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, a Base das Lajes, o Porto Oceânico e a sustentabilidade ambiental, são os grandes “pilares do futuro” do concelho da Praia da Vitória, por todo o potencial geoestratégico e geopolítico que as duas infraestruturas têm e continuarão a ter, mas que requerem um maior “poder de influência e decisão” dos poderes públicos regionais e locais.

A ideia foi defendida na noite do passado domingo, 20 de junho, na sessão solene comemorativa do 40.º aniversário da elevação da Praia da Vitória a cidade, no Auditório do Ramo Grande, onde o jovem edil frisou “o orgulho em reconhecer os 500 anos de história de vila e os 40 anos de história da cidade”, sem deixar de perspetivar um olhar para o futuro.

“Estes últimos 40 anos foram profundamente influenciados por duas infraestruturas que marcam o nosso território e marcam a riqueza e os empregos que foram gerados no nosso território: a Base das Lajes e o Porto Oceânico. E se os últimos 40 anos foram marcados por estas infraestruturas, não tenho dúvidas, que os próximos 40 anos continuarão a ser marcados por estas instalações”, disse Tibério Dinis citado em nota da autarquia.

No entanto, acrescentou, estas valências militares, comerciais e económicas “fundamentais para o território e população praienses”, passam ao lado da capacidade de decisão e de influência de todos os cidadãos, pelo que, defendeu que “é fundamental que o poder local e, até mesmo o próprio Governo Regional, tenham mais poder de influência e de decisão sobre estas infraestruturas”.

Perante uma plateia repleta de entidades, entre elas militares e políticas, o autarca salientou que “pelo peso que a Base das Lajes tem no nosso território, é muito pouca a capacidade de influência e decisão que temos”, registando que ao poder local e ao poder regional sobram “a influência da reivindicação e da persuasão, mas, efetivamente, a influência e a capacidade de decisão não”, pelo que, insistiu, dossiers tão sensíveis para o território, para as populações e para as economias como a Praia da Vitória, a ilha Terceira e os Açores, “devem estar mais regionalizados e mais junto do poder local”.

“E o mesmo digo relativamente ao Porto Oceânico que, apesar de ser um setor regionalizado, bem sabemos que os lobbies económicos, as influências dos principais setores e os grandes players dos transportes marítimos acabam, através de um denominador comum, por influenciar aquelas que possam ser as nossas estratégias”, prosseguiu.

Neste sentido, Tibério Dinis exortou “à união de esforços”, alegando que este é o tempo “de uma junção de forças, mantendo cada um a sua diversidade de opinião, mas é tempo de encontramos um caminho comum para estes dois pilares do nosso Concelho, para podermos ser cada vez mais persuasivos e reivindicativos sobre o que queremos para o nosso território”.

No entanto, reconhecendo e acreditando na Base das Lajes e no Porto Oceânico da Praia da Vitória “como pilares fundamentais” do desenvolvimento da cidade e do concelho, Tibério Dinis alerta que, “não podemos descurar que estas duas infraestruturas, pelas novas dinâmicas da Base das Lajes e pelo papel do Porto da Praia da Vitória, terão que criar e assegurar mecanismos de sustentabilidade ambiental”.

Porque, e sustentou, “o legado que queremos deixar às gerações futuras é um futuro com melhor qualidade de vida e com um ambiente melhor, pelo que urge criar uma simbiose entre estas valências, que gerem sustentabilidade económica e financeira, mas aliada a uma sustentabilidade ambiental que é fundamental”.

Assim, sublinhou o presidente do executivo praiense, “a Praia da Vitória continuará a ter um papel importante a dizer na geoestratégia e na geopolítica mundiais, mas sempre com sustentabilidade ambiental, até porque a nossa natureza, a nossa riqueza paisagística, gastronómica e cultural e o nosso povo acolhedor, são mais valias turísticas que temos que preservar, para preservarmos todas as nossas características intrínsecas”.

© GC-MPV | Foto: GC-MPV | PE

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