ALRAA: PLANO DE ORDENAMENTO TURÍSTICO DOS AÇORES “REAVALIADO” AINDA ESTE ANO, REVELA SECRETÁRIO DO TURISMO

O Plano de Ordenamento Turístico da Região Autónoma dos Açores (POTRAA) será “reavaliado” na assembleia legislativa ainda este ano, revelou hoje o secretário dos Transportes, Turismo e Energia, Mário Mota Borges.

Na sequência de uma intervenção política de António Lima, do BE/Açores, no parlamento regional, Mário Mota Borges referiu que os projetos de construção de hotéis estão “em apreciação no âmbito da suspensão do POTRAA”, sendo que o documento vai ser “reavaliado” no parlamento, ainda este ano.

António Lima tinha declarado que “em seis meses de governação, o Governo dos Açores já aprovou mais 1.000 camas” e que em alguns “pontos da costa norte de São Miguel já existem petições a dizer basta a este ataque ao território e ao ambiente, como existiram no passado contra outros atentados que se preparavam para a costa sul”.

“Quando é que acaba este regabofe que só serve para destruir o nosso património ambiental?”, questionou o deputado e líder da estrutura regional do Bloco de Esquerda.

António Lima abordou a política de transportes para referir-se ao encaminhamento de passageiros na região, tendo questionado o Governo Regional se os Açores vão “continuar, quando a economia abrir e o turismo voltar, a ter filas de residentes para apanhar o avião, andando estes cheios de encaminhamentos gratuitos”.

O secretário dos Transportes do executivo regional, de coligação PSD/CDS-PP/PPM, referiu que vão ser promovidas nos encaminhamentos as “alterações necessárias”, mas “apenas naquilo que é o estritamente necessário, evitando que sejam preenchidos por pessoas que de uma ilha passam para a outra para apenas apanhar aquilo que é o voo mais barato”.

Mário Mota Borges referiu que “dentro de muito pouco tempo” terá novidades sobre a tarifa aérea Açores, de 60 euros – que permitirá aos açorianos viajarem pelo mesmo preço entre todas as ilhas – mantendo a data de entrada em vigor de 01 de junho.

O governante anunciou ainda que “em menos de 15 dias” também existirão novidades sobre o concurso público relativo às obrigações de serviço público aéreo inter-ilhas.

No contexto da declaração política do BE/Açores, o deputado Francisco César, da oposição socialista, considerou que os agentes do sector turístico “não sabem o que o verão lhes reserva”, referindo que se desconhece a estratégia para o sector, bem como para os transportes aéreos, reinando um “silêncio absoluto” por parte do executivo açoriano.

O social-democrata António Vasco Viveiros recordou que a definição das obrigações de serviço público inter-ilhas era uma “obrigação do anterior Governo e não do atual”, uma vez que estas terminaram em setembro de 2020, salvaguardando que o anterior executivo socialista revelou “incapacidade de marcação de viagens na época alta” e que a Associação de Turismo dos Açores (ATA) “possui um contrato-programa superior aos últimos anos”.

A ATA é responsável por promover o destino Açores, através de parceria celebrada com o Governo dos Açores, que “abandonou”, entretanto, no anterior executivo, os seus corpos sociais, como referiu o deputado do PPM Paulo Estevão.

DECLARAÇÃO POLÍTICA

© Lusa | Foto: GRA | Vídeo: ALRAA | PE

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