COFACO: GOVERNO ATUAL ACUSA O ANTERIOR DE NÃO SALVAGUARDAR OS INTERESSES DA REGIÃO

O secretário regional do Mar e das Pescas declarou hoje que o anterior executivo não salvaguardou os interesses da região no processo da Cofaco. Em causa está o recente anúncio da desistência da PDM – Transformação e Comércio de Pescado, Lda., do grupo Cofaco – da construção de uma nova unidade industrial de processamento de pescado na Ilha do Pico.

“Quando o anterior governo, sexta-feira passada, diz que tudo fez para que este projeto não caísse, só poderá estar a referir-se à sua salvaguarda política porque, tendo conhecimento antecipado de que a PDM não iria avançar com o projeto no verão passado, tudo o que não fez foi salvaguardar os interesses da Região e muito particularmente os interesses da ilha do Pico”, referiu Manuel São João.

Para o governante, “mais importante do que lamentar o que podia ter sido feito e não foi, é encontrar soluções para o que se deveria ter feito e, também, o não foi”.

O secretário regional do Mar e das Pescas, que falava em conferência de imprensa realizada esta manhã na ilha do Pico, confirmou a desistência da PDM em construir uma nova fábrica conserveira no concelho da Madalena, mas ressalvou que a informação só lhe foi transmitida pela administração da Cofaco.

“Este assunto não constava da pasta de transição, nem de qualquer contacto mantido por nós com aquele ex-governante”, sustentou.

Nesta fase, não interessa ao Governo dos Açores “remexer mais num processo repleto de vicissitudes, mas importa repor a verdade dos factos”.

“Queremos ser parte da solução e não do problema”, disse ainda Manuel São João, acrescentando que o executivo está em negociações com um novo investidor que demonstrou interesse em construir no Pico uma nova fábrica de processamento de pescado.

“Ao nível do investimento, e tendo em conta a salvaguarda dos interesses da Região no aproveitamento das verbas disponibilizadas pelo PO Mar 2020, entende a Secretaria Regional do Mar e das Pescas que se devem envidar todos esforços para alcançar acordo com o investidor, dentro dos trâmites legais, garantindo uma mais-valia para o setor económico regional, em particular da ilha do Pico”, declarou ainda.

“Entre a comunicação do anterior governo a um potencial investidor até ao dia de hoje, passaram sete meses, tempo que poderá ser crucial para a realização ou não de um investimento de muitos milhões de euros no concelho da Madalena e na ilha do Pico. Esta é a grande e principal diferença entre o lamentar e o silêncio político”, rematou Manuel São João.

© GRA | Foto: SRMP | PE

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