GRUPO PARLAMENTAR DO PS ACUSA SECRETÁRIO REGIONAL DAS FINANÇAS DE MENTIR SOBRE A SITUAÇÃO DA SATA

O Grupo Parlamentar do PS/Açores, em comunicado, há pouco enviado às redações, condena as recentes declarações do secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública relativas ao grupo SATA, considerando que as “informações proferidas no parlamento dos Açores não correspondem à verdade”.

“Ao contrário do que foi afirmado em Plenário, pelo secretário regional Bastos e Silva, a Comissão Europeia garantiu hoje, segundo a Agência LUSA, não ter tomado nenhuma decisão, não ter prazo para a tomar, nem conseguir prever que resultado terá a investigação aos aumentos de capital do Grupo SATA”, lê-se.

Desse modo, acrescenta o comunicado dos parlamentares socialistas, a bancada do PS “repudia e condena a irresponsabilidade e o aproveitamento político-partidário que o secretário regional das Finanças, desastradamente tentou fazer desta situação, com o único objetivo de tentar acusar a governação do Partido Socialista”.

“Num assunto de tamanha importância para a Região Autónoma dos Açores, não é admissível tamanha ligeireza, má-fé e aproveitamento. O que resta saber agora, quais os prejuízos, que danos reputacionais, a brincadeira atrevida do Senhor Secretário traz para a SATA e para os seus trabalhadores, para os Açores e para os Açorianos. Se há altura em que o senhor Presidente do Governo precisa de pôr ordem, se conseguir, no Governo, é esta”, afirma Francisco César, citado no referido comunicado.

“Ou o senhor presidente do Governo corrige o senhor secretário das finanças, ou todo o discurso pretensamente institucional que tem tido, revela-se igual ao que fez o senhor secretário das finanças”, acrescentou o líder do grupo parlamentar dos PS na XI legislatura da Assembleia Legislativa dos Açores.

A posição da bancada socialista surge após o titular da pasta das finanças do atual Governo, Joaquim Basto e Silva, ter afirmado, no discurso proferido esta tarde no parlamento açoriano, que as ajudas concedidas à SATA pelo anterior executivo, foram consideradas pela Comissão Europeia ilegais, pelo que a SATA terá que devolver um valor a rondar os 73 milhões de euros.

“Na passada sexta-feira, a Direção Geral da Concorrência da Comissão Europeia comunicou-nos, por teleconferência, que os aumentos de capital, no valor aproximado de 73 milhões de euros, realizados pelo anterior governo, de 2017 a 2020, constituem ajudas públicas ilegais porque não obtiveram aprovação prévia de Bruxelas, pelo que a SATA tem que devolver à Região aquele elevadíssimo montante e esta devolução tem que ser feita antes de qualquer negociação sobre a urgente reestruturação”, afirmou o secretário regional das Finanças, Planeamento e Administração Pública, no discurso proferido esta tarde no parlamento regional.

© GI-PS/A | Foto: GI-PS/A | PE

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