RIBEIRA GRANDE: “NÃO RESTAVA OUTRA ALTERNATIVA”, DIZ ALEXANDRE GAUDÊNCIO SOBRE CERCA SANITÁRIA EM RABO DE PEIXE

O presidente da Câmara da Ribeira Grande, Alexandre Gaudêncio, considerou que a cerca sanitária ontem anunciada em Rabo de Peixe é “necessária nesta fase” para conter a covid-19 naquela freguesia do concelho.

“É uma medida que julgo infelizmente ser necessária nesta fase para conter na medida possível esse contágio”, declarou o social-democrata à agência Lusa, questionado sobre a cerca sanitária a ser implementada em Rabo de Peixe.

A freguesia de Rabo de Peixe, na ilha de São Miguel, vai ficar sob cerca sanitária a partir das 00:00 de quinta-feira e até 08 de dezembro, e a população vai ser testada, anunciou esta terça-feira o Governo dos Açores.

O autarca realçou que o município tem “estado em sintonia com a nova autoridade de saúde” e defendeu que “não restava outra alternativa” à implementação de uma cerca em Rabo de Peixe, a freguesia que regista o maior número de casos de covid-19 nos Açores.

“Achámos que é uma medida que infelizmente tinha de ser tomada, a bem da saúde pública e da população”, afirmou.

O presidente da Câmara da Ribeira Grande considerou que o município “tem um papel importante” na implementação das cercas, referindo que as equipas da câmara “vão para o terreno” a partir de quarta-feira para “criar as infraestruturas”.

Sobre os impactos que a medida poderá ter na população, Alexandre Gaudêncio destacou o caráter temporário dos cordões sanitários, que servirão “para poder testar em massa a população”.

“Estando em sintonia com a autoridade de saúde, concordamos com a medida e tudo faremos para que a mesma funcione no mais curto espaço de tempo possível”, apontou.

Por freguesias, a vila piscatória de Rabo de Peixe, com cerca de dez mil habitantes, é a que regista mais casos (61) nos Açores, segundo os dados mais recentes da Autoridade de Saúde Regional.

De acordo com deliberação do executivo regional, no último Conselho do Governo (30 de novembro) fica proibida a circulação e permanência de pessoas na via pública, são encerradas todas as escolas e fixa-se a limitação da lotação máxima de um terço da respetiva capacidade na restauração, bares e outros estabelecimentos de bebidas, com ou sem espetáculo e com ou sem serviço de esplanada.

O Governo dos Açores determina ainda que, a partir das 20:00, “são encerrados os restaurantes, bares e outros estabelecimentos de bebidas, com ou sem espetáculo e com ou sem serviço de esplanada, sendo cancelados todos os eventos de natureza cultural ou de convívio social alargado”.

Estão previstas exceções para deslocações necessárias e urgentes, para acesso a cuidados de saúde, assistência, cuidado e acompanhamento de idosos, menores, dependentes e pessoas especialmente vulneráveis, incluindo o recebimento de prestações sociais, bem como de profissionais de saúde e de medicina veterinária, entre outros.

A cerca sanitária vigorará a partir das 00:00 de quinta-feira (03.12.2020) até às 23:59 de 08 de dezembro, podendo as medidas previstas “ser revertidas ou revogadas a qualquer momento, tendo em conta a evolução da pandemia na região”.

© Lusa | Foto: CMRG | PE

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