COLIGAÇÃO PSD/CDS/PPM TEM MELHORES CONDIÇÕES PARA GOVERNAR, DIZ PAULO ESTÊVÃO

O líder do PPM/Açores defendeu hoje que a coligação que integra com PSD e CDS-PP tem melhores condições para governar a região, mostrando-se confiante de que terá apoio parlamentar para garantir estabilidade durante a legislatura.

“Confirmámos a constituição de uma coligação governamental com o PSD e o CDS-PP para a próxima legislatura, que é uma solução que tem mais votos e mais deputados que o Partido Socialista. Consideramos que, neste momento, temos melhores condições do que o Partido Socialista para constituir governo e que deve ser nomeado o dr. José Manuel Bolieiro”, avançou Paulo Estêvão, em declarações aos jornalistas.

O líder regional do PPM falava à saída de uma audiência com o representante da República para a Região Autónoma dos Açores, Pedro Catarino, em Angra do Heroísmo.

Paulo Estêvão não quis revelar pormenores sobre as negociações que ainda decorrem com outros partidos, mas questionado sobre se estava confiante num apoio parlamentar que permita à coligação de direita governar com estabilidade respondeu afirmativamente.

“Queremos garantir que se forma um governo e que esse governo tem condições para ser estável. É um governo que põe termo a uma hegemonia do Partido Socialista de 24 anos. Interpretamos que a população votou maioritariamente na mudança, que quer a mudança e consideramos que essa mudança é essencial para alterar políticas, que estavam com grande insucesso”, frisou.

Questionado sobre declarações de dirigentes do Chega que apontavam para um possível chumbo da solução governativa de direita, nos últimos dias, o líder regional do PPM disse que o que importa é a mensagem que será transmitida hoje pelo partido ao representante da República.

“Em todos os processos negociais todos os partidos marcam as suas posições e tentam conquistar as suas posições no âmbito das negociações. O que é importante é que há um momento para isso e depois há um momento da definição e este é o momento da definição”, frisou.

Sobre o Chega, disse ainda que só teve “contacto” com “os dirigentes regionais” do partido, nas negociações, que decorreram nos últimos dias.

Já as negociações com PSD e CDS-PP, para formação da coligação de governo, foram “muito fáceis”, segundo Paulo Estêvão, porque os três partidos têm “um relacionamento político muito próximo de décadas”, concluiu.

© CYB/MLS/Lusa | DR | PE

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