PAN/AÇORES AFASTA-SE DE QUALQUER SOLUÇÃO GOVERNATIVA QUE INCLUA O CHEGA

O PAN/Açores garantiu que não irá alinhar em qualquer solução governativa que inclua um acordo com partido Chega. A linha vermelha foi traçada pelo recém-eleito deputado ao parlamento regional e Porta-voz do partido, Pedro Neves, em conferência de imprensa, na manhã desta quinta-feira, na cidade de Ponta Delgada.

Pedro Neves constatando que nos último dez dias o nome do PAN/Açores tem estado na ordem do dia, pelo peso que o partido tem para dar ou tirar força aos vários cenários de governação, afirmou que nestes mesmos dez dias, o partido conversou e negociou “sem filtros e sem rodeios, ouvindo as várias forças políticas e contrapondo com visões claras, linhas vermelhas e objeções contundentes a qualquer tipo de aliciamento político moldado por qualquer tipo de interesse pessoal”.

Segundo afirmou, o objetivo do partido “é e sempre será o de garantir a estabilidade da soberania açoriana, proteger os nossos cidadãos e acordar do estado letárgico a forma de fazer política na região”. Nesse sentido, acrescentou que o PAN/Açores “não tem nem terá pruridos em negociar seja à esquerda, seja à direita”.

“Não nos revemos neste enquadramento partidário dicotómico desatualizado que, do produtivismo ao extrativismo, tem vindo a delapidar os nossos recursos no arquipélago, desinvestindo na educação, na literacia e na estabilidade social dos açorianos. Assentamos sim a nossa filosofia e o consequente modo de ação em três pilares fundamentais: as causas humanitárias, ambientalistas e de proteção animal”, garantiu o Porta-voz regional.

“Enquanto partido de diálogo, pontes e consensos, o PAN/Açores está empenhado em estabelecer compromissos com todos os partidos claramente democráticos, através de negociações políticas sérias e transparentes, negociações com sentido de responsabilidade perante os Açores, açorianas e açorianos, residentes e seu eleitorado e base de apoio, especialmente neste contexto socioeconómico conturbado e incerto, sendo necessário garantir a estabilidade das estruturas imprescindíveis que servem a comunidade da Região”, sublinhou.

Contudo, enfatizou de novo Pedro Neves, “o PAN nunca alinhará em visões extremadas ou afastadas da promoção dos direitos sociais e humanos quando em causa estão os princípios políticos e morais norteadores, plasmados nos seus estatutos e missão. Para o PAN, o futuro do arquipélago não é compatível com políticas xenófobas, racistas, sexistas, capacitistas, homofóbicas ou transfóbicas e que impeçam a liberdade de expressão, a liberdade religiosa ou que vedem o acesso condigno a bens e serviços da comunidade açoriana”.

“O partido não irá viabilizar por isso Governos com o encosto de um partido que entende que a solução passa por colocar de lado as duras conquistas pela igualdade perante a lei. Um Governo que, pedirá sempre como troca 2 votos e meio do Chega, dois nos Açores e meio da República, e pela ingerência dos interesses continentais na soberania açoriana, uma intromissão centrada em ter palco para o seu ego e no crescimento individualista, sem respeito nenhum pela autonomia açoriana e que empurra para o centro do discurso de ódio as minorias mais fragilizadas, alimentando-se do medo das pessoas e promovendo a ideologia da discriminação. Mesmo com o risco de o PAN perder o seu mandato com eleições antecipadas, a toda a solução com o partido Chega, o PAN diz não”, reiterou.

Decorrente da situação política atual, Pedro Neves assegurou que o “PAN não irá alimentar guerras políticas que em nada servem neste momento os interesses da Região, como eleições imediatas, porque não garantem minimamente uma melhor ou diferente solução parlamentar, nem a queda de sucessivos governos, cenário que deixaria o arquipélago em gestão corrente durante largos meses”.

Fiel ao programa que apresentou às açorianas e açorianos nestas eleições, e pelo qual foi eleito, Pedro Neves garantiu que o PAN “não alinhará com um Governo que não reforce o número de profissionais de saúde no arquipélago, que não implemente medidas para terminar com a precariedade dos professores, que não proteja ou valorize os comerciantes e profissionais da área do turismo que tão fragilizados saíram com esta crise ou que não se digne a estabelecer a Carreira do Bombeiro Profissional”.

“O PAN não alinhará, também, com um Governo que não repense a sua posição sobre a mineração do mar profundo, que não termine com o abate de animais de companhia ou que continue a subsidiar centralmente a tauromaquia com dinheiros públicos”, concluiu.

© GI-PAN | PE

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s