TRANSPORTES AÉREOS: VEREADORES DO PSD EM ANGRA DO HEROÍSMO DENUNCIAM FUTURO “DRAMÁTICO” PARA A ECONOMIA

Os Vereadores do PSD eleitos à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, Marcos Couto e Miguel Bezerra, denunciaram, esta segunda-feira, “o futuro dramático, já no curto prazo”, para a economia do Concelho e da Ilha, derivado dos “cortes drásticos” que se vão verificar ao nível das operações das companhias aéreas que operaram para a ilha.

Num vídeo publicado nas redes sociais dos Vereadores do PSD em Angra do Heroísmo, Couto e Bezerra alertam os eleitores Angrenses, em particular, e os Terceirenses, em geral, para “o silêncio comprometedor do Governo Regional e do PS, por causa da proximidade das eleições regionais” de outubro próximo e apontam para o fim da operação da Ryanair, para dificuldades acrescidas da Azores Airlines e mesmo para o fim do regime liberalizado de transporte aéreo que tem servido a ilha e os seus interesses económicos.

“A questão dos transportes aéreos está a assumir uma dimensão preocupante para a nossa Ilha e é um problema com três dimensões dramáticas: Ryanair, SATA e Azores Airlines e o regresso da TAP às Lajes, com a implementação, novamente, de obrigações de serviço público”, dizem os eleitos sociais-democratas em Angra.

“A Questão da Ryanair é drástica. Com o fim do contrato para a Terceira (termina em novembro) e a diminuição de passageiros provocada pela pandemia, Ponta Delgada vai passar de dois voos diários para quatro voos semanais. O que se prevê é que a ilha Terceira deixe de ser negociada como destino isolado e a companhia vai negociar um pacote para os Açores, ou seja, Lajes e Ponta Delgada, tal como acontece atualmente com a ligação a Londres”, explica Marcos Couto.

Afirmando ter dados insuspeitos que sustentam as suas afirmações, o Vereador do PSD concluiu, quanto ao dossier Ryanair, que “com esta nova realidade, e se nada for feito, a Terceira ficará reduzida a uma ou duas ligações semanais ou até mesmo a nenhuma se optar ou for convencida pelo Governo Regional a centralizar todas as suas ligações em Ponta Delgada”.

AZORES AIRLINES E SATA AIR AÇORES

Noutra frente, os eleitos da oposição angrense viram atenções para a companhia aérea açoriana, nas suas vertentes regional e internacional: “A questão da SATA é muito mais complexa. A SATA irá ter que devolver todos os apoios recebidos indevidamente do Governo Regional ao longo dos últimos anos”.

Segundo Marcos Couto, “apesar do Governo Regional estar a utilizar um discurso de otimismo, este apenas serve para disfarçar, em véspera de eleições regionais, uma inevitabilidade”, considerando que os auxílios estatais aprovados pela União Europeia à SATA vão obrigar a companhia a devolver os milhões encaixados nos últimos anos do Orçamento Regional ao abrigo de injeções para aumentar o capital social da empresa. “Foi assim com todas as outras companhias europeias que pediram dinheiro à União Europeia neste período de pandemia. Foi assim com todas as companhias que foram alvo de inquérito, como é o caso da SATA. A União Europeia não irá ter uma postura diferente com a SATA, da que teve com as restantes companhias, até porque a União Europeia não é a república das bananas em que se transformaram os Açores”, afirmam.

Ora, prosseguem, “tal situação fragilizará também a SATA Air Açores, ainda mais, uma vez que os aviões da frota DASH já não são propriedade da empresa por falta de pagamento. Assim, o que se espera é o fecho da Azores Airlines e a uma situação muito complexa na SATA Air Açores que poderá levar à sua venda a uma entidade privada”.

O REGRESSO DA TAP E DAS OBRIGAÇÕES DE SERVIÇO PÚBLICO

Com as coisas postas assim em cima da mesa, os Vereadores do PSD na Câmara Municipal de Angra do Heroísmo não têm dúvidas de que importa alertar para “tão complexa situação”, lamentando e criticando o “silêncio cúmplice do PS na Terceira, para não pôr em causa os resultados eleitorais, mas que vai pôr de rastos a já frágil economia da ilha”.

Perante “tão dramática e preocupante situação”, dizem, “o que se pode esperar é o regresso da TAP às Lajes, assim como o fim do regime de liberalização do espaço aéreo, isto é, o regresso das obrigações de serviço público à gateway da Terceira, tal como acontecia há 10 anos atrás. É o fim da Terceira, da sua estratégia de crescimento turístico, é a estocada final na sua economia”.

Para justificar esta previsão Couto e Bezerra recordam que “o Aeroporto da Ilha Terceira ainda continua a ser o único aeroporto regional com gestão do Governo dos Açores, pelo que não se espera que seja minimamente competitivo e capaz de captar novos fluxos”.

“A situação é dramática e tem que ser muito bem explicada aos Terceirenses”, finalizam.

Foto: © VPSDAH | Vídeo: © VPSDAH | VPSDAH/PE

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