BE/AÇORES COLOCA EM CAUSA VERDADEIRA AGENDA DA AUTORIDADE DE SAÚDE REGIONAL

Em nota de imprensa, o Bloco de Esquerda (BE) Açores considera “inexplicável” que, com as Legislativas Regionais já marcadas pelo Presidente da República, continue a aguardar da Autoridade de Saúde Regional (ASR) uma resposta à carta enviada a 22 de julho, na qual solicitava, orientações claras quanto ao desenvolvimento da campanha eleitoral, garantindo desta forma, igualdade de oportunidades entre as diversas forças concorrentes.

“É inexplicável que, passado um mês, além de acusar a receção da carta, não haja qualquer iniciativa da autoridade sanitária no sentido de dar resposta ao solicitado”, lê-se na referida nota.

Convocadas pelo Presidente da República, no passado sábado, para o domingo, 25 de outubro, para o BE/Açores esta situação é ainda mais inexplicável “quando estamos a dois meses do ato eleitoral”, já que, e enfatizam, “os partidos precisam de organizar as suas campanhas, necessitando, por isso, de conhecer as recomendações sanitárias a que devem obedecer”.

Segundo o BE/Açores esta situação resulta da “condução errática, muito pouco clara e pouco credível” que têm marcado a atuação da ASR nos últimos tempos. Numa fase de plena crise pandémica, embora mais controlada, sublinha o BE/Açores “os açorianos e açorianas precisam de ter plena confiança na ASR”, mas esta confiança tem sido abalada “perante esta atuação errática e equívoca” que levantam “dúvidas sobre se a saúde dos açorianos e açorianas está primeiro ou se este cargo está ao serviço de outro tipo de agenda política”, acusam.

Não colocando em causa os direitos constitucionais da pessoa em questão, para o BE/Açores é de “uma falta de ética atroz que o Partido Socialista tenha convidado o atual diretor regional da Saúde a integrar as suas listas e que este, sem se demitir, tenha aceitado ser candidato”.

Perante isto, desmonta o BE/Açores, “cai por terra a frase tão usada por Vasco Cordeiro de que «a saúde dos açorianos está primeiro» quando, seguindo o exemplo dos populismos em Itália, Espanha e até Portugal, usam-se figuras mediáticas das televisões para fins eleitorais. Esta situação demonstra que, para o PS, o que está primeiro são os seus interesses eleitorais”.

“Os açorianos e açorianas precisam de uma autoridade de saúde credível, assertiva e que ponha como única prioridade a saúde das pessoas. Ao PS, tão solicito em exigir demissões e clareza quando se trata destas situações noutros partidos, exigimos que seja coerente. E essa coerência terá de envolver também o atual Diretor Regional de Saúde”, conclui a nota de imprensa bloquista, hoje enviada à Comunicação Social.

Foto: © BE-A | BE-A/PE

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