DESABAFOS: OU SE DÁ, OU NÃO SE DÁ…

Fernando Mendonça

Este meu feitio, de coerência nas minhas atitudes e de contínua frontalidade (seja com quem for), tornam-me uma pessoa amada por muitos e desprezada por alguns… Só que, gramaticalmente, muitos valem mais do que alguns… Logo, acabo ficando satisfeito com as minhas escolhas!

Ironicamente, até posso dizer que me dá um certo gozo, ser amado pelo que faço e desprezado pelo que digo e a alguém desagrado…

As pessoas não nascem santas nem pecadoras… Coerentes ou inconsequentes! Fazem-se com o tempo, começando pelo berço, pelo ambiente familiar, pelas escolas e quando adultos pelas suas próprias escolhas!

Meus pais deram-me tudo o que puderam! Por vezes, muito mais do que tinham! Mas, para além do monetário, deram-me AMOR! E não ficando por aí, deram-se educação, impuseram-me respeito por eles e pelos mais velhos! Meu pai, analfabeto, sem saber talvez o que significava no dicionário a palavra carácter, acabou dando com o seu exemplo de coerência e frontalidade, todo aquele que eu precisaria para a minha vida futura!

Do que aprendi, dei continuidade na vivência com os meus filhos e os resultados foram gratificantes! Hoje, com a evolução dos tempos, talvez não esteja preparado para lidar com as minhas netas, como o fiz com os meus filhos, mas uma coisa é certa! A educação, o respeito, a formação do carácter não tem tempo reservado… Ou se dá, ou não se dá!

Fernando Mendonça*
(*) Por opção, o autor rejeita o AO90.

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