PCP INSISTE NA VALORIZAÇÃO DOS SALÁRIOS DOS TRABALHADORES AÇORIANOS

Reunida no passado sábado em Ponta Delgada, a Direção Regional do PCP Açores (DORAA) estabelece como prioridades da sua linha de ação a defesa dos direitos dos trabalhadores da região, assim como o “aumento da produção regional e da diversificação agrícola”, a “diminuição da taxa superior do IVA”, uma “gestão de proximidade dos recursos piscatórios”, a “valorização do sector publico empresarial regional” e a “valorização dos serviços públicos”, nomeadamente na Educação e na Saúde.

Segundo afirmam, em comunicado ontem enviado às redações, o “Plano e Orçamento suplementar regional não corresponde às necessidades dos Açorianos nem auxilia o desenvolvimento da Região”, porque e acusam, “é um plano e orçamento que faz cortes em áreas como agricultura, pescas, obras públicas e cultura”, além de merecer muitas reservas quanto à sua execução, já que “algumas das rúbricas inscritas nos orçamentos nem sempre são concretizadas”.

No que concerne aos trabalhadores açorianos, a estrutura comunista revela-se muito preocupada “com o ataque que está ser feito” aos direitos dos trabalhadores, com os despedimentos, com os cortes de salários e a perda de outras retribuições como o subsídio de refeição e de transporte, com a alteração unilateral de horários e a maior desregulação dos mesmos, com a imposição de férias, e com o incumprimento de normas de higiene, saúde e segurança no trabalho”.

Acresce a estas preocupações comunistas a “falta de qualidade do emprego” e “precariedade laboral”, que se traduz nos “contratos a prazo, falsos recibos verdes, trabalhadores à peça ou à hora”. A DORAA preocupa-se de igual forma com a “situação dos trabalhadores das empresas de trabalho temporário ou outsourcing e dos trabalhadores no período experimental, bem como a de tantos outros trabalhadores com vínculos precários que, embora respondendo a necessidades permanentes, vivem na instabilidade todos os dias da sua vida, o que torna a precariedade uma verdadeira praga social na Região”.

Outra das preocupações do PCP/AÇORES são os baixos salários, “existindo cada vez mais trabalhadores que auferem o salário mínimo regional, e sendo cada vez mais os que estão em situação de pobreza”. Desse modo, o PCP/Açores vai continuar a exigir do Governo a “valorização geral dos salários, o aumento do acréscimo regional ao salário mínimo nacional de 5%, para 7,5%, não só por razões de uma mais justa distribuição da riqueza, mas também por razões de carácter económico, uma vez que assume especial importância no aumento do poder de compra, na dinamização da economia e do mercado interno”.

Foto: © DORAA | DORAA/PE

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