O TEMPO DEU RAZÃO AO BE/AÇORES

Alexandra Manes

Uma das coisas muito boas das novas tecnologias é a rapidez com que encontramos o que pretendemos. Não necessitei de muito tempo para encontrar a luta que o BE/Açores tem travado pelo desenvolvimento da ciência, na nossa região. Não é de agora, nem de ontem. São anos de iniciativas, de debates, de artigos de opinião e de confronto a um partido, com maioria absoluta, que nunca pretendeu potenciar a nossa região, aguardando sempre as instruções do Terreiro do Paço.

Avivemos memórias: ao longo destes anos, o BE defendeu a implementação do Centro de Investigação, que embora inscrito em Orçamento de Estado, nunca viu a “luz do dia”, na Horta.

Vem agora António Costa e Silva – consultor do Governo da República para a recuperação do país no pós-pandemia – dizer aquilo que o BE tem defendido: “a necessidade de lançarmos, em particular nos Açores, as bases de uma grande Universidade do Atlântico, em ligação com as outras Universidades portuguesas e Centros de Investigação, transformando os Açores numa plataforma tecnológica para o estudo do clima, do oceano, da terra e da meteorologia.”.

Enquanto candidata às Legislativas Europeias abordei este tema sem me cansar, pois este pode e deve ser a alavanca para a nossa economia.

Os Açores têm todas as condições para se tornarem numa potência na investigação sobre a biodiversidade e o seu potencial tecnológico, assim como no estudo das alterações climáticas.

A implementação de um instituto nacional de estudo nestas áreas é, sem dúvidas, fundamental para este desiderato, pois permite transformar os Açores num pólo de atração para investigadores das mais variadas proveniências e para empresas na área da biotecnologia, sendo uma alavanca na capacidade de gerar riqueza através da produção de conhecimento.

Projetos como o Air Centre, o porto espacial em Santa Maria, ou a plataforma de investigação científica na Horta são um avanço em relação ao passado. Mas, o modelo que está a ser seguido na implementação destes projetos – que deviam constituir uma alavanca para o desenvolvimento da Região – apenas abrem a porta aos grandes interesses internacionais e deixam os Açores a saque.

É preciso ter cuidado e estarmos todos/as atentos/as, pois, infelizmente, a política da União Europeia – e do governo da República, com a cumplicidade do governo Regional – é tornar os Açores numa espécie de interface científico ao serviço de grandes interesses, que farão do arquipélago uma mera base de estudo e investigação, levando as mais valias desse trabalho para fora da Região.

Sobre esta matéria, recordo a posição de Jaime Gama, proeminente político nacional de origem açoriana, com a qual o BE se identifica: “O conhecimento criado nos Açores tem de ficar nos Açores.”

Em 2012, numa visita ao DOP, Zuraida Soares afirmava: “O Mar é estratégico para os Açores e para o País, mas isto não pode ser só um slogan de campanha, se é estratégico tem que ser uma prioridade no investimento. Já existem as parcerias a nível internacional e o ‘know-how’. Falta a aposta política consequente”.

O BE/Açores tem dado provas de que é um partido com uma enorme visão estratégica para o futuro da região, com ideias concretas e exequíveis para potenciar os Açores, que permitem criar riqueza para ser investida nos sectores estratégicos que tanta falta nos fazem.

José Carreira e Zuraida Soares – onde quer que estejas -, um brinde! José Cascalho, Mário Moniz, Lúcia Arruda, Paulo Mendes, António Lima – que a voz nunca vos doa!

Alexandra Manes
Coordenadora do BE/Terceira
Dirigente do BE/Açores

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