ENSINO À DISTÂNCIA: SOBRAM COMPUTADORES NAS ESCOLAS DO CONCELHO DA PRAIA DA VITÓRIA

As escolas do concelho da Praia da Vitória têm computadores a mais que cederam às escolas do concelho vizinho, face à recente implementação nas escolas dos Açores do ensino à distância, no âmbito das medidas de contenção da propagação do novo coronavírus SARS-CoV-2, que causa a doença COVID-19.

A grantia foi dada pelo presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Tibério Dinis, na reunião camarária do passado dia 20 de abril, realizada por videoconferência, em resposta à vereadora do PSD, Cláudia Martins, que o questionou, da disponibilidade da Câmara Municipal em avançar com o empréstimo de computadores para os alunos que deles carecem, já que segundo as informações que dispõe, “existem alunos no concelho que não conseguem ter acesso ao ensino à distância” por falta de equipamentos, mesmo depois da distribuição realizada pelo Governo dos Açores.

“As escolas têm, neste momento, computadores de sobra, inclusive foram cedidos várias dezenas de computadores da Escola Básica Integrada da Praia da Vitória para escolas de Angra do Heroísmo”, respondeu Tibério Dinis, sustentando a sua resposta em informações diretamente prestadas pelos presidentes dos conselhos executivos.

Dessas informações, avançou o edil, “a Escola Básica Integrada dos Biscoitos tem computadores, inclusivamente tem computadores a restar, computadores esses que estão a ponderar que sejam emprestados para outras escolas, nomeadamente para o concelho de Angra do Heroísmo”.

“A Escola Básica Integrada da Praia da Vitória tem computadores também a restar, ou seja, sobram computadores nesta escola num número superior à centena, dos quais cerca de setenta/oitenta computadores foram cedidos à Escola Secundária Vitorino Nemésio”, continuou.

“Desse modo, ficaram suprimidas, pelo menos daquilo que é do conhecimento dos Conselhos Executivos de cada uma das escolas, as necessidades de computadores”, sintetizou Tibério Dinis, desafiando a vereadora social-democrata a revelar a sua fonte, no sentido de ele próprio poder acompanhar esta informação.

A vereadora Cláudia Martins, escusou-se a revelar a fonte, respondendo “que não tem de dizer qual é a fonte da sua informação, apenas tem de dizer que tem essa informação, que, inclusivamente, tem conhecimento do caso de pais que reclamaram, junto da algumas entidades, a falta
desses materiais”. Adiantou ainda que a falta de computadores advém de falhas no levantamento das escolas, na medida que foi “contabilizado tablets e smartphones, quando, na verdade, posteriormente se verificou que estes dispositivos não são compatíveis com muitas das plataformas que estão a ser utilizadas”.

O Governo dos Açores anunciou a 17 de abril ter distribuido, a título de empréstimo, cerca de 2.000 computadores pelos agregados familiares da Região que deles não dispunham, depois de indentificadas as necessidades pelas escolas.

PE sabe que nos contactos telefónicos realizados, na maioria dos casos pelos diretores de turma, estavam a ser contabilizados tablets e smartphones e relativamente aos computadores não era solicitado as características técnicas dos mesmos, quando na realidade, veio a verificar-se mais tarde, uma utilização minimamente aceitável do Sistema de Gestão Escolar exige um conjunto de pré-requisitos dos computadores, quer nos recursos técnicos disponiveis como nas configurações de ambiente.

PE

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