FEDERAÇÃO DAS PESCAS REÚNE COM A EURODEPUTADA ISABEL CARVALHAIS

Na reunião os representantes dos pescadores açorianos, apresentaram as suas principais preocupações para um conjunto de questões que afligem a classe, desde da definição de conceitos à modernização das frotas, passando pelas quotas atribuídas aos Açores.


A Federação das Pescas dos Açores (FPA), reuniu na manhã de ontem, 07 de fevereiro, em Ponta Delgada, com a eurodeputada Isabel Carvalhais que esteve de visita aos Açores por três dias.

Participaram no encontro para além do presidente, Gualberto Rita, o vice-presidente Jorge Gonçalves, que deram a conhecer à deputada que substituiu André Bradford, algumas das principais preocupações da federação, nomeadamente, a necessidade de a Comissão Europeia rever a definição de “Pesca de Pequena Escala” (PPE) e os apoios à modernização da frota, no âmbito do próximo FEAMP (Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e das Pescas). Para a FPA o PPE deverá “centrar-se nas artes de pesca e não na arqueação das embarcações”. No que concerne à frota, defende a FPA, que “os apoios a potência de motor das embarcações açorianas, não deve limitar o apoio, pois não tem impacto no esforço de pesca, mas sim na segurança no percurso entre os bancos de pesca e as estruturas portuárias”. Por outro lado, a FPA manifestou a sua surpresa relativamente “à ausência de apoios à instalação de equipamentos de segurança a bordo, muitos deles obrigatórios”.

No âmbito desta reunião, estiveram ainda sobre a mesa, questões como os Totais Admissíveis de Captura e as quotas atribuídas à Região, relativamente às quais a FPA manifestou os seu desacordo pelo facto que “no próximo biénio sejam feitos quaisquer cortes suplementares nas possibilidades de pesca do Goraz (Pagellus bogaraveo) e tunídeos. Neste caso, o TAC Europeu deve incidir exclusivamente nos estados membros que usam artes depletoras, pois estes são claramente os principais fatores de agravamento do esforço de pesca e diminuição do stock”. No caso dos Imperadores (Beryx decadactylus e Beryx splendens), a FPA continua a defender um aumento de 20% da quota.

Por último, foi ainda abordado o Conselho Consultivo para as Regiões Ultraperiféricas (CC RUP), onde nos Açores, particularmente, a FPA tem tido um papel determinante no início do seu funcionamento.

FPA/PE

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