NUNO BARATA CANDIDATA-SE À LIDERANÇA DA IL/AÇORES COM OBJETIVO DE GOVERNAR EM 2028

Nuno Barata, único candidato à liderança regional da Iniciativa Liberal (IL) dos Açores, apresenta a sua candidatura com o objetivo central de “preparar o partido para as próximas eleições regionais e construir uma alternativa liberal capaz de transformar o modelo de desenvolvimento da Região”, de acordo com nota de imprensa divulgada pela IL/Açores.

Segundo o comunicado, o Documento de Orientação Política (DOP) com que o candidato se apresenta à Coordenação Regional será submetido à reunião magna do partido, que se realiza no sábado, dia 17 de outubro, presencialmente num hotel de Ponta Delgada e com recurso a meios telemáticos. O documento aponta ainda à necessidade urgente de “contas certas” e a “uma nova ambição para a Autonomia”.

Para Nuno Barata, citado na nota de imprensa, os Açores encontram-se “perante uma escolha entre a continuidade de um modelo excessivamente dependente da despesa pública, dos subsídios e de uma Administração Regional pesada e a construção de uma Região com mais liberdade económica, maior responsabilidade financeira e melhores condições para criar riqueza”. O candidato assume que “os Açores não têm falta de potencial”, antes “têm dificuldade em transformar esse potencial em prosperidade”.

A nota refere que o candidato defende que “a sustentabilidade das finanças públicas é uma condição essencial para uma Autonomia efetiva”, apontando como prioridades políticas “a redução estrutural da dívida, a proteção do equilíbrio das contas correntes, a avaliação dos investimentos públicos e a transparência das responsabilidades financeiras regionais”.

O documento propõe igualmente uma reforma da Administração Pública Regional, “orientada para a simplificação, a redução da burocracia, a valorização do mérito e a avaliação dos resultados”. Na saúde, a candidatura defende “metas públicas para reduzir as listas de espera e uma gestão integrada da capacidade hospitalar”. Na educação, propõe “a redução da burocracia suportada pelos professores, o reforço das competências dos alunos e uma maior ligação entre a formação e as necessidades do mercado de trabalho”.

Na economia, segundo o comunicado, Nuno Barata defende uma mudança de paradigma, com “menos dependência de incentivos públicos e mais condições para o investimento privado, a concorrência, a inovação e a criação de emprego”. Entre as propostas, indica a nota, encontram-se “a avaliação dos sistemas de incentivos, a simplificação dos licenciamentos e a criação de uma Via Verde do Investimento Estratégico”.

A candidatura atribui também particular importância “à mobilidade entre ilhas e às ligações ao exterior, à diversificação da economia regional, à habitação, à demografia e à capacidade de fixar e atrair jovens qualificados”. No turismo, considera que o desafio passa “não apenas por atrair visitantes, mas também por combater a sazonalidade e aumentar o valor económico gerado ao longo de todo o ano”.

UMA NOVA AMBIÇÃO PARA A AUTONOMIA

De acordo com a nota de imprensa, a posição geográfica dos Açores é outra das prioridades estratégicas do documento, que defende que a Região “deve assumir plenamente a sua centralidade no Atlântico, valorizando ativos como a Base das Lajes, as infraestruturas digitais submarinas, o potencial espacial de Santa Maria, a investigação científica e a economia do mar”.

A candidatura propõe ainda uma reflexão sobre a autonomia financeira, uma maior capacidade de intervenção nos assuntos europeus com impacto regional e o aprofundamento da descentralização, com uma distribuição de competências mais eficiente entre a Administração Regional e os municípios.

PREPARAR A IL/AÇORES PARA ALTERNATIVA DE GOVERNAÇÃO

No plano partidário, o documento assume que a IL deve evoluir “de uma força política que reage às decisões do Governo Regional para uma organização capaz de antecipar problemas, apresentar reformas e demonstrar preparação para governar”. Para o concretizar, Nuno Barata propõe “uma presença política permanente nas nove ilhas, a criação da Academia Liberal dos Açores, uma Bolsa de Especialistas Liberal/Açores e a elaboração de uma Agenda de Governação Liberal antes das próximas eleições regionais”.

“A IL/Açores não deve preparar-se apenas para disputar eleições. Deve preparar-se para transformar os Açores”, lê-se no documento, apresentado como uma ambição para o mandato 2026-2028. O texto conclui com uma visão assente “em mais liberdade, mais responsabilidade, mais prosperidade e mais Autonomia”, defendendo que “o papel da política não deve ser substituir a capacidade dos Açorianos para construir o seu próprio futuro, mas criar as condições para que essa capacidade se concretize”.

A LISTA

Segundo a nota, Nuno Barata, que foi o primeiro coordenador regional dos liberais e é deputado do partido no Parlamento açoriano, apresenta-se às eleições internas acompanhado por Pedro Ferreira, atual presidente do Conselho Nacional da IL e deputado em regime de substituição de Nuno Barata, candidato a vice-coordenador regional; Alexandra Cunha, candidata a secretária-geral; e Júlia Espínola, tesoureira. Como candidatos a vogais surgem Armanda Botelho Oliveira, Sara Almeida Carneiro, Jorge Correia Alves, Roberto Estevez Medeiros e Carlos Paz Mota, sendo suplentes César Pimentel e Paulo Viveiros Duarte.

À Mesa do Plenário Regional candidata-se Luís Miguel Quental, atual deputado da IL na Assembleia Municipal de Ponta Delgada, acompanhado por Ana Braga Amaral e Orlando Fontes.

A REUNIÃO

A nota de imprensa indica que, com este ato eleitoral, termina o mandato do atual Grupo de Coordenação Local da IL/Açores, liderado pelo gestor de operações Hugo Almeida, eleito em novembro de 2024, na ilha Terceira, que não se recandidata por motivos pessoais e profissionais.

A reunião magna será dividida em duas partes: uma primeira, interna e fechada à comunicação social, reservada à apresentação de relatórios e contas; e uma segunda, aberta à comunicação social, dedicada ao processo eleitoral e à sessão de encerramento, onde discursará o novo coordenador regional eleito.

Na parte aberta à comunicação social, o programa prevê o anúncio do resultado da eleição às 11h30, a exoneração dos titulares dos órgãos cessantes às 11h40, a tomada de posse dos órgãos eleitos às 11h45, o discurso do coordenador eleito às 11h50 e o encerramento do plenário às 12h30. O período eleitoral decorre entre as 11h00 e as 11h30.

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