O Bloco de Esquerda/Açores exige maior transparência no processo de privatização da SATA Internacional e questiona quais foram as empresas ou consórcios convidados a apresentar propostas para a aquisição da companhia aérea regional.
O Bloco de Esquerda/Açores quer conhecer as empresas e consórcios que foram convidados a apresentar propostas para a compra da SATA Internacional, defendendo maior transparência no processo de privatização da companhia aérea.
A posição consta de um comunicado de imprensa divulgado esta quarta-feira pela Representação Parlamentar do BE/Açores, que contesta a falta de informação pública sobre os interessados no negócio.
Segundo o comunicado, numa primeira fase foram registadas oito manifestações de interesse. Desses interessados, seis terão sido convidados a apresentar propostas não vinculativas. Entretanto, registou-se uma desistência, tendo sido apresentadas cinco propostas não vinculativas.
O BE/Açores considera que a divulgação dos nomes das empresas e consórcios interessados não causaria constrangimentos ao processo de privatização e questiona, por isso, a decisão da administração da SATA e do Governo Regional de manter essa informação sem divulgação pública.
A representação parlamentar bloquista aponta como exemplo o processo de privatização da TAP, no qual foram divulgadas as companhias aéreas que apresentaram propostas não vinculativas.
Para o Bloco de Esquerda, a natureza pública da SATA justifica um nível acrescido de transparência sobre o processo. “A SATA é uma companhia 100% pública, e os seus acionistas são os açorianos, que merecem conhecer os contornos dos negócios que estão a ser feitos com a sua companhia aérea”, afirma.
O BE/Açores recorda ainda o anterior processo de privatização da SATA, referindo que o júri acabou por considerar que a proposta vinculativa apresentada pelo concorrente que chegou à fase final não defendia os interesses da companhia aérea nem da Região.
A representação parlamentar do Bloco de Esquerda defende, assim, que sejam divulgados os nomes das empresas e consórcios que participaram na fase do processo em que foram apresentadas propostas não vinculativas.
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