VIOLA DA TERRA CANDIDATA A PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

A candidatura foi apresentada na sexta-feira, 11 de setembro, numa cerimónia realizada na Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo.

De acordo com uma nota de imprensa divulgada ontem, segunda-feira, 14 de setembro, pela Secretaria Regional da Educação, Cultura e Desporto, a secretária regional Sofia Ribeiro considerou que o projeto “resulta de um trabalho” destinado a salvaguardar “um elemento identitário dos Açores”.

“Há um grande sentimento de açorianidade em torno, não só da viola da terra, mas de tudo o que está associado a este instrumento, e que é vivenciado por todos os Açorianos”, afirmou.

A titular da pasta da Cultura reconheceu que a candidatura constitui “uma ambição de há vários anos”, num processo que classificou como “complexo e de grande exigência burocrática”.

Sofia Ribeiro recordou que os Açores contam atualmente com duas inscrições no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial: as Danças, Bailinhos e Comédias do Carnaval da ilha Terceira e os Romeiros de São Miguel.

A governante adiantou, contudo, que o Governo dos Açores está a desenvolver novos processos com o objetivo de “exponenciar e aumentar” a presença do património açoriano no inventário nacional.

Entre os projetos em desenvolvimento está a inscrição da Procissão do Senhor dos Terceiros, da Ribeira Grande, numa parceria com a Santa Casa da Misericórdia da Ribeira Grande e a Câmara Municipal da Ribeira Grande.

Está também em curso o projeto relativo aos Saberes e às Técnicas tradicionais da certificação do Queijo São Jorge DOP, desenvolvido em colaboração com a Secretaria Regional da Agricultura e Alimentação, as Câmaras Municipais de Velas e da Calheta e a Confraria do Queijo de São Jorge.

Sofia Ribeiro anunciou ainda que já foi iniciado o processo relativo à “inscrição das Cavalhadas da Ribeira Grande”.

“Todos nós temos a certeza de que estas são expressões do património imaterial cultural, que têm, não somente expressão nos Açores, mas projeção nacional e até mesmo internacional, que justificam uma inscrição nacional, e quiçá, uma expressão internacional”, afirmou.

A governante revelou igualmente que o Governo Regional está a desenvolver, em parceria com as Câmaras Municipais de Angra do Heroísmo e da Praia da Vitória, um projeto para que as Danças, Bailinhos e Comédias do Carnaval da ilha Terceira possam “subir um degrau” e alcançar “a classificação da Unesco”.

Paralelamente, está a ser desenvolvido um currículo regional para o ensino da viola da terra, ao nível do ensino artístico do ensino secundário, que será posteriormente colocado em consulta pública.

“Com isto nós honramos os Açorianos, honramos os nossos tocadores e comprometemo-nos para a salvaguarda de todo o seu trabalho e do seu empenho para que possa haver uma projeção para as gerações futuras”, realçou Sofia Ribeiro.

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