CHEGA QUER RESPOSTAS SOBRE IDOSOS COM ALTA NO HDES

O Chega/Açores entregou um requerimento na Assembleia Legislativa Regional para obter respostas sobre a existência de utentes com alta clínica que continuam internados em hospitais dos Açores por não disporem de uma resposta social ou familiar que permita a sua saída.

A iniciativa surge, segundo uma nota de imprensa divulgada sábado pelo Chega/Açores, na sequência de notícias que dão conta da existência de “dezenas de idosos” nessa situação no Hospital do Divino Espírito Santo (HDES), em Ponta Delgada.

O partido considera que os chamados “internamentos sociais” prejudicam simultaneamente os idosos e o funcionamento do Serviço Regional de Saúde, uma vez que mantêm ocupadas camas hospitalares que poderiam ser utilizadas por doentes que necessitam efetivamente de cuidados clínicos.

No requerimento, os deputados querem saber quantos utentes se encontram atualmente no HDES com alta clínica, mas impossibilitados de abandonar o hospital por falta de resposta social ou familiar, bem como quantos têm 65 ou mais anos e qual o tempo médio de permanência no hospital após a atribuição da alta clínica.

As mesmas questões são colocadas relativamente ao Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira (HSEIT) e ao Hospital da Horta (HH), com o objetivo de obter, segundo o partido, uma visão global da situação nos três hospitais da Região.

Os parlamentares questionam ainda quantos dos idosos nesta situação aguardam uma vaga numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI), quantos esperam por outro tipo de resposta social ou de cuidados continuados e quantos estão já sinalizados pelo Instituto da Segurança Social dos Açores.

O Chega/Açores pretende igualmente conhecer o tempo de espera pela colocação dos utentes sinalizados.

“Estamos perante um problema com duas faces. Temos idosos que já não precisam de estar num hospital, mas que continuam internados porque não têm uma resposta adequada para os receber. Ao mesmo tempo, temos camas hospitalares ocupadas que fazem falta a outros doentes. Isto demonstra que existe um problema de articulação entre a Saúde e a área social que tem de ser resolvido”, afirma o líder parlamentar do Chega/Açores, José Pacheco, citado na nota de imprensa.

O parlamentar considera que a resposta hospitalar não deve substituir as respostas sociais destinadas a pessoas que já não necessitam de cuidados clínicos.

“Um hospital não pode transformar-se numa resposta social por falta de alternativas. As camas devem ser usadas para tratar quem necessita efetivamente de cuidados hospitalares”, sustenta José Pacheco.

O deputado acrescenta que a atribuição de alta clínica não é suficiente quando não existe uma resposta para receber o utente.

“Não basta dar alta clínica se depois não existe para onde encaminhar estas pessoas. O Governo tem de explicar o que está a fazer e, sobretudo, quando pretende resolver este problema”, conclui o líder parlamentar do Chega/Açores.

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