
O navio de investigação “Mário Ruivo”, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), fez quarta-feira escala no porto de Ponta Delgada, integrado numa campanha oceanográfica que decorrerá entre 2026 e 2027 e visa aprofundar o conhecimento sobre os ecossistemas marinhos profundos e apoiar a implementação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA).
O navio de investigação “Mário Ruivo”, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), fez quarta-feira escala no porto de Ponta Delgada, integrado na campanha oceanográfica das Áreas Marinhas Protegidas Oceânicas – Região Açores, financiada pelo Fundo Azul.
De acordo com uma nota de imprensa divulgada no mesmo dia pela Secretaria Regional do Mar e das Pescas, esta missão insere-se no esforço nacional de aprofundar o conhecimento científico do Atlântico Norte e de apoiar a implementação da Rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores (RAMPA), bem como o desenvolvimento da Rede Nacional de Áreas Marinhas Protegidas em zonas oceânicas consideradas de elevada relevância ecológica.
Ao longo da campanha, que decorrerá entre 2026 e 2027, serão cartografados habitats bentónicos profundos, identificados ecossistemas marinhos vulneráveis e caracterizadas comunidades biológicas associadas a montes submarinos e outros sistemas de profundidade.
A missão permitirá igualmente recolher informação oceanográfica física e biogeoquímica considerada essencial para a gestão sustentável destes espaços.
Segundo a nota de imprensa da Secretaria Regional do Mar e das Pescas, os resultados obtidos deverão fornecer a base científica necessária para o planeamento, gestão e monitorização das áreas marinhas protegidas oceânicas na região dos Açores e na Plataforma Continental Estendida proposta por Portugal.
A campanha conta com a colaboração da Universidade dos Açores, através do Instituto de Investigação em Ciências do Mar Okeanos, reforçando, segundo a mesma fonte, o papel da academia açoriana na produção de conhecimento sobre o oceano profundo e na consolidação dos Açores como polo europeu de investigação marinha.
Paralelamente, participará também nesta campanha o novo navio de investigação açoriano “Azores Ocean”, recentemente integrado na frota científica nacional, acrescentando capacidade tecnológica e operacional à investigação desenvolvida a partir do arquipélago.
A conjugação dos meios do IPMA e da Região Autónoma dos Açores nesta campanha oceanográfica representa, de acordo com a nota de imprensa, um reforço da capacidade de observação e estudo do mar português, contribuindo para uma melhor proteção da biodiversidade marinha e para o desenvolvimento sustentável da economia azul nos Açores e em Portugal.
© GRA | Foto: IPMA | PE
