
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, apresentou a nova informação geoespacial da Região, desenvolvida através de um investimento de mais de 724 mil euros cofinanciado pelo AÇORES 2030, destacando que o projeto reforça a modernização da Administração Pública e disponibiliza ferramentas de elevada precisão ao serviço dos cidadãos, das empresas e da investigação.
O Presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, presidiu à sessão pública de apresentação da nova informação geoespacial da Região, considerando que este investimento representa “um marco na modernização da Administração Pública e na qualificação do conhecimento sobre o território açoriano”.
Segundo uma nota de imprensa da Presidência do Governo Regional, o projeto representou um investimento de 724.194,96 euros, cofinanciado pelo programa AÇORES 2030, através do projeto ARTEAC, permitindo dotar o arquipélago de informação geoespacial de nova geração produzida com recurso a cobertura aerofotogramétrica e levantamento LiDAR em todas as ilhas.
Na sua intervenção, José Manuel Bolieiro salientou que o investimento reforça a capacidade da Região para prestar melhores serviços aos cidadãos, apoiar a economia e disponibilizar informação de elevada precisão à Administração Pública, às empresas, às instituições académicas e à sociedade.
“A nossa missão é servir os cidadãos e servir a nossa economia. Estamos a apresentar uns Açores em alta resolução, mais modernos, mais qualificados e preparados para responder aos desafios do futuro”, afirmou.
Entre os principais resultados do projeto destacam-se as novas ortoimagens aéreas captadas em 2024, com uma resolução inferior a oito centímetros por píxel, as mais detalhadas alguma vez produzidas nos Açores, permitindo observar, medir e planear o território com um nível de rigor sem precedentes.
A nota refere ainda que o levantamento LiDAR, realizado em todas as ilhas, constitui um avanço tecnológico inédito na Região, possibilitando uma representação tridimensional de elevada precisão do território, das superfícies e das infraestruturas. Esta informação poderá apoiar decisões em áreas como o ordenamento do território, proteção civil, gestão florestal, monitorização ambiental, infraestruturas, gestão costeira e prevenção de riscos naturais.
“A partir de agora disponibilizamos novos dados de alta qualificação, que estarão ao serviço da administração pública, da academia, das empresas e de todos os cidadãos”, destacou o presidente do executivo açoriano.
A informação produzida ficará integrada no centro nacional de dados da Direção-Geral do Território e será disponibilizada publicamente através de plataformas digitais, visualizadores específicos para cada ilha, serviços de visualização e descarregamento, bem como mecanismos de integração destinados a entidades públicas, municípios, investigadores, empresas e cidadãos.
No total, passarão a estar acessíveis cerca de um terabyte de dados LiDAR, além de modelos digitais de elevação, modelos digitais de superfície e ortoimagens de alta resolução, naquele que a Presidência do Governo Regional considera ser o maior processo de democratização de informação geográfica alguma vez realizado nos Açores.
Segundo a mesma fonte, os novos recursos permitirão melhorar significativamente o planeamento territorial e urbanístico, a modelação de redes de drenagem, a gestão do cadastro, a monitorização de infraestruturas, a gestão florestal, a simulação de cheias, a análise de riscos geológicos e o acompanhamento da erosão costeira, entre outras aplicações com impacto na definição de políticas públicas mais rigorosas, eficientes e sustentáveis.
O seminário serviu igualmente para demonstrar a aplicação prática da nova informação geoespacial por diversos serviços da Administração Pública Regional, evidenciando melhorias nos processos internos, na precisão técnica e na coordenação entre departamentos governamentais.
José Manuel Bolieiro defendeu ainda que a disponibilização aberta destes dados constitui uma aposta no conhecimento, na inovação e no desenvolvimento dos Açores, criando novas oportunidades para a investigação científica, o desenvolvimento tecnológico e a valorização da economia regional.
“Os Açores demonstram, uma vez mais, que Portugal, com os Açores, é um grande país na Europa e no mundo. A nossa importância é geopolítica, geoestratégica, geoeconómica e é, agora também, geoespacial”, concluiu.
A sessão contou com a presença do Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, da Secretária Regional do Turismo, Mobilidade e Infraestruturas, Berta Cabral, do diretor do Laboratório Regional de Engenharia Civil, Francisco Fernandes, bem como de representantes da Administração Pública Regional, do meio académico e dos setores técnico e científico. Segundo a nota da Presidência do Governo Regional, com este investimento o Governo dos Açores reforça a modernização tecnológica da Administração Pública e coloca a Região entre os territórios mais avançados na produção, gestão e partilha de informação geográfica de elevada precisão.
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