
A Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, revelou que o Governo dos Açores investiu, desde 2021, mais de três milhões de euros em respostas habitacionais no concelho do Nordeste, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), abrangendo mais de meia centena de intervenções entre requalificações, construção de habitações e infraestruturação de lotes.
O Governo dos Açores investiu, desde 2021, mais de três milhões de euros em respostas habitacionais no concelho do Nordeste, na ilha de São Miguel, através do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O anúncio foi feito pela Secretária Regional da Juventude, Habitação e Emprego, Maria João Carreiro, durante a sessão solene comemorativa dos 512 anos da elevação do Nordeste a Vila. A informação foi divulgada hoje através de uma nota de imprensa da Secretaria Regional da Juventude, Habitação e Emprego.
Segundo a mesma fonte, o investimento contempla mais de meia centena de respostas habitacionais, incluindo obras de requalificação, construção de novas habitações e infraestruturação de lotes.
Na freguesia da Salga foram renovadas 22 habitações, com o objetivo de melhorar as condições de habitabilidade e de eficiência energética, reduzindo os custos energéticos e aumentando o conforto térmico. A estas intervenções juntam-se cinco reabilitações de habitações nas freguesias da Achadinha, Achada e Nordeste, ao abrigo do programa regional Renovar para Habitar.
Ainda de acordo com a nota de imprensa, decorre na freguesia da Achadinha a construção de 15 habitações — 12 de tipologia T3 e três de tipologia T4 — destinadas a arrendamento com opção de compra, a preços compatíveis com os rendimentos dos jovens e das famílias. As candidaturas encontram-se atualmente em fase de análise.
Já na Vila do Nordeste e na freguesia de Santana serão disponibilizados dez lotes infraestruturados, adquiridos pela Região através do PRR, para construção de habitação própria permanente. As listas preliminares de candidatos admitidos e excluídos já se encontram publicadas no Portal da Direção Regional da Habitação.
Os futuros beneficiários destes lotes poderão ainda candidatar-se a um apoio a fundo perdido até cinco mil euros para aquisição de projetos de arquitetura e especialidades, bem como ao apoio à autoconstrução, cujo montante pode agora atingir os 75 mil euros, em função dos rendimentos, composição do agregado familiar e tipologia da habitação.
Na intervenção, Maria João Carreiro salientou que os desafios da desertificação, da fixação de jovens e da atração de talento exigem respostas consistentes, sobretudo nos concelhos mais afastados dos principais centros urbanos.
“Os desafios do combate à desertificação, da fixação de jovens e da atração de talentos não são um exclusivo das vilas e cidades mais distantes do centro urbano de referência, mas é nessas que se exige um redobrado esforço para os resolver, sendo que o problema não é de hoje nem se resolve de um dia para o outro”, afirmou.
A governante defendeu igualmente que o desenvolvimento de um concelho depende não apenas da ação das entidades públicas, mas também do dinamismo das instituições, associações e organizações da sociedade civil, considerando que, neste domínio, “não faltam méritos ao concelho do Nordeste”.
A responsável destacou, nesse contexto, o papel da Escola Profissional de Nordeste, valência da Santa Casa da Misericórdia, pelo contributo na formação e qualificação de jovens e adultos e no reforço da competitividade das empresas locais. Segundo a Secretaria Regional, desde 2021 o Governo dos Açores investiu mais de 245 mil euros na modernização de equipamentos e no apoio a atividades formativas, aos quais acresce o financiamento, através do FSE+, de 12 cursos de nível IV desde o ano letivo 2021/2022.
Maria João Carreiro referiu ainda que o concelho dispõe hoje de melhores condições de acesso à saúde, de respostas para o envelhecimento assistido e de infraestruturas públicas, assumindo igualmente um papel relevante na estratégia regional de valorização do turismo de natureza e da sustentabilidade.
No encerramento da sessão, a governante apelou aos nordestenses para que encarem as características geográficas do concelho como um fator diferenciador e uma oportunidade de desenvolvimento.
“A geografia não mudou. Mas é importante continuar a mudar com ainda mais empenho a forma como olhamos para ela, na certeza de que a combinação entre políticas locais e regionais irá resultar numa oportunidade para afirmar um modelo de desenvolvimento assente na qualidade de vida, na sustentabilidade e na valorização das pessoas”, concluiu.
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