MÓNICA SEIDI DEFENDE GOVERNAÇÃO COLABORATIVA NA SAÚDE

Na sessão de abertura do encontro, Mónica Seidi saudou a realização da iniciativa nos Açores, considerando que a escolha da Região permite aproximar o debate nacional da realidade das regiões ultraperiféricas e reforçar o diálogo entre os diferentes níveis de decisão na definição das políticas públicas de saúde.

Perante representantes de instituições nacionais, regionais e locais, a governante sublinhou que os desafios atuais do setor exigem respostas construídas em conjunto, envolvendo profissionais de saúde, autarquias, academia, setor social e demais entidades com intervenção no território.

A este propósito, recordou que o Plano Regional de Saúde 2030 identifica o reforço das parcerias intersetoriais e interdepartamentais como um dos pilares para alcançar ganhos em saúde, defendendo uma maior articulação entre entidades públicas, privadas e sociais.

Mónica Seidi destacou ainda que esta governação colaborativa deve ser acompanhada por uma gestão orientada para resultados, lembrando que o Governo dos Açores está a implementar um modelo de Valor em Saúde (Value-Based Healthcare) no Serviço Regional de Saúde. Segundo explicou, este modelo coloca o utente no centro das decisões, privilegiando melhores resultados em saúde em função dos recursos investidos e reforçando, simultaneamente, a qualidade, a eficiência e a sustentabilidade do sistema.

A governante reafirmou igualmente o compromisso do Executivo açoriano em garantir respostas mais céleres aos utentes, valorizando o papel das entidades convencionadas e potenciando a capacidade instalada existente na Região.

Nesse âmbito, recordou a atualização dos preços das convenções, cujos valores não eram revistos desde 2014. De acordo com a secretária regional, esta medida pretende reforçar as condições para que as entidades parceiras aumentem a sua capacidade de resposta, nomeadamente através da afetação de mais recursos humanos às áreas de maior procura.

Como exemplo, destacou a área da Imagiologia, onde o recurso às convenções tem permitido responder ao aumento da procura por meios complementares de diagnóstico. Segundo a nota de imprensa, o investimento previsto para 2025 ascende a cerca de 4,5 milhões de euros, mais 1,2 milhões de euros do que em 2024, traduzindo-se na realização de cerca de mais 1.300 exames face ao ano anterior.

Apesar de reconhecer que persistem desafios no setor, Mónica Seidi assegurou que o Governo dos Açores continuará empenhado em reforçar a capacidade de resposta do Serviço Regional de Saúde, em articulação com os profissionais e parceiros, com o objetivo de garantir aos açorianos cuidados de saúde “cada vez mais acessíveis, atempados e de qualidade”.

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