A Câmara Municipal da Praia da Vitória assinalou, na noite de sábado, na praia da Riviera, o 50.º aniversário do Musical Açores, festival realizado naquele local a 10 e 11 de julho de 1976 e considerado o primeiro festival de verão em Portugal após o 25 de Abril. A iniciativa incluiu homenagens aos seus promotores, colaboradores e entidades que contribuíram para a concretização do evento, segundo uma nota de imprensa hoje divulgada pela autarquia.
A praia da Riviera, na Praia da Vitória, foi palco, na noite de sábado, das comemorações do 50.º aniversário do Musical Açores, festival que decorreu naquele espaço nos dias 10 e 11 de julho de 1976 e que marcou a história cultural da ilha Terceira e do país.
De acordo com a nota de imprensa hoje divulgada pelo Gabinete de Comunicação da Câmara Municipal da Praia da Vitória, a cerimónia teve início com o descerramento de uma placa evocativa do Musical Açores, seguindo-se um conjunto de homenagens às pessoas e instituições que organizaram, apoiaram e tornaram possível a realização da primeira edição do festival.
Citada na nota, a presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Vânia Ferreira, afirmou que assinalar o Musical Açores «é reavivar uma memória muito presente nos praienses, sobretudo as atuais gerações que, há 50 anos, assistiram e participaram nesse momento».
A autarca recordou que o festival nasceu da iniciativa de um grupo de jovens da Praia da Vitória, inspirados pelos filmes sobre o festival norte-americano Woodstock, salientando que o Musical Açores «acabaria por ser o primeiro festival de verão em Portugal após o 25 de Abril».
Na sua intervenção, Vânia Ferreira sublinhou ainda que o Musical Açores «não foi apenas um festival de música; foi também um momento onde se comprovava a iniciativa dos mais jovens; onde se sentia a liberdade alcançada um ano antes; onde se mostrava as sinergias culturais e artísticas nascidas da presença estrangeira na Base das Lajes». A presidente da autarquia acrescentou que o objetivo da evocação é «perpetuar na memória o vanguardismo daqueles jovens que – até contra muitos – fizeram acontecer».
O espetáculo comemorativo, intitulado Musical Açores – 50 anos, contou com as atuações dos grupos Mini Bárbaros e Bárbaros, que participaram no festival de 1976, bem como das bandas Sombras e Coxe, cujos elementos também estiveram ligados ao evento original.
Segundo Vânia Ferreira, «juntamos um conjunto de grupos que fazem parte das memórias da nossa gente e que, no nosso entender, seria a melhor forma de homenagearmos o Musical Açores».
Durante a cerimónia, a Câmara Municipal distinguiu Carlos da Silva Parreira, Luís Alberto Dores, Carlos Armando Costa, Paulo Ferraz da Rosa, Raul Meneses Faria, Mário Jorge Pires, Alfredo Goulart, Rui Cardoso Leal, Holbeche Marques, Larry, Juvenal Castro e António Azevedo. A título póstumo, foram igualmente homenageados Jorge Borges Miguel, Agostinho Meneses Ávila, José António, António Ázera, Ruben Bettencourt, José Maciel Ribeiro, Duarte Santos, Liberal Lourenço, Emanuel Rosado, Armando Costa e Pedro Cardoso.
A autarquia prestou ainda homenagem à Força Aérea Portuguesa, à Força Aérea dos Estados Unidos, à Casa do Povo e à Junta de Freguesia do Cabo da Praia, ao Rádio Clube de Angra, à Rádio Lajes e ao Agrupamento 23 – Praia da Vitória, reconhecendo o contributo destas entidades para a realização do festival que, há meio século, marcou uma nova etapa na programação cultural dos Açores.
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