
O presidente do Governo Regional dos Açores defendeu esta terça-feira o papel estratégico da diáspora açoriana na afirmação da Região no mundo, considerando que as comunidades emigrantes representam uma “identidade viva” e um elo fundamental entre os Açores e o exterior.
O presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, destacou esta terça-feira a importância das comunidades açorianas espalhadas pelo mundo na construção do presente e do futuro da Região, durante a sessão de abertura do Conselho da Diáspora Açoriana.
Segundo uma nota de imprensa divulgada pela Presidência do Governo Regional, o governante sublinhou o significado da criação deste órgão consultivo, aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores.
“Foi possível concretizar em tão pouco tempo com o Conselho da Diáspora Açoriana”, afirmou José Manuel Bolieiro, numa intervenção marcada pelo reconhecimento do percurso desenvolvido pelas comunidades emigrantes.
Os trabalhos do Conselho centram-se nas relações económicas com a diáspora, nas ligações culturais que sustentam a identidade açoriana além-fronteiras e no envolvimento das novas gerações na afirmação da Açorianidade.
O líder do executivo açoriano destacou o prestígio alcançado pelas comunidades açorianas em vários pontos do mundo, considerando-as “fantásticas na sua qualidade e no reconhecimento que conquistaram pelo mundo inteiro”.
“Nós somos grandiosos na relação com o mundo, através da nossa diáspora. E ninguém perdeu a ligação à sua identidade”, afirmou.
José Manuel Bolieiro defendeu ainda a necessidade de reforçar a ligação entre os Açores e as novas gerações da diáspora, sublinhando a responsabilidade coletiva de preservar as raízes culturais açorianas.
“Este reconhecimento traz também uma responsabilidade: sermos um elo cativante de adesão às nossas raízes e ao nosso futuro comum”, declarou.
Na intervenção, o presidente do Governo Regional referiu também a evolução da perceção sobre os Açores, considerando ultrapassada a visão de um território distante e limitado.
“Durante muito tempo habituámo-nos a olhar para os Açores como distantes e pobres. Hoje, afirmamos uma visão de grandeza, de potencial e de confiança”, afirmou.
Apesar dos desafios associados à insularidade e à reduzida dimensão do arquipélago, José Manuel Bolieiro considerou que esses fatores devem ser encarados como oportunidades de afirmação.
“Somos grandiosos apesar da nossa dimensão e da nossa distância”, vincou.
O governante anunciou ainda que o executivo regional está a preparar um Plano Estratégico das Migrações para a próxima década, abrangendo políticas relacionadas tanto com a emigração como com a imigração, reforçando a visão dos Açores enquanto região aberta ao mundo.
A sessão ficou igualmente marcada pelo lançamento de um novo número da revista “Açorianidade”, publicação dedicada à reflexão sobre a identidade açoriana e à sua projeção dentro e fora do arquipélago.
José Manuel Bolieiro deixou também palavras de agradecimento aos membros da diáspora açoriana pelo contributo prestado ao longo dos anos.
“A nossa diáspora é um exemplo de identidade viva e de ligação às raízes”, afirmou.
O presidente do Governo Regional destacou ainda a posição geoestratégica dos Açores no Atlântico Norte, defendendo que essa centralidade deve ser encarada como um ativo diferenciador para a Região.
“A nossa geografia, tantas vezes vista como limitação, é hoje um fator de afirmação e de oportunidade”, concluiu.
O Conselho da Diáspora Açoriana reúne representantes de comunidades açorianas de várias geografias, funcionando como espaço de diálogo e cooperação em torno do futuro coletivo dos Açores.
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