PAULO NASCIMENTO CABRAL QUER FUNDO SOCIAL EUROPEU A FINANCIAR “NOVOS IDOSOS”

O eurodeputado açoriano do PSD, Paulo do Nascimento Cabral, defendeu no Parlamento Europeu a continuidade do programa açoriano “Novos Idosos” através do Fundo Social Europeu+ (FSE+), considerando que o projeto é essencial para promover o envelhecimento ativo e permitir que os idosos permaneçam junto das suas famílias.

Segundo uma nota de imprensa divulgada na passada quinta-feira pelo Gabinete do Eurodeputado Paulo do Nascimento Cabral, o social-democrata interveio na Comissão do Desenvolvimento Regional do Parlamento Europeu, durante o debate sobre o próximo Quadro Financeiro Plurianual e o futuro do Fundo Social Europeu+.

Na intervenção, Paulo do Nascimento Cabral afirmou que o FSE+ “é um dos motores da nossa coesão” e defendeu que o Parlamento Europeu deve continuar atento “a quem mais precisa e a quem é mais vulnerável”, mesmo perante as novas prioridades europeias ligadas à competitividade, segurança e defesa.

O eurodeputado destacou o programa açoriano “Novos Idosos” como exemplo de uma resposta social bem-sucedida, sublinhando que o projeto, atualmente financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), deve passar a ser apoiado pelo Fundo Social Europeu+.

“Este projeto, que é excecional, feito com os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), tem de ter continuidade, e eu espero que seja através do Fundo Social Europeu+”, afirmou Paulo do Nascimento Cabral, citado na nota de imprensa.

O parlamentar açoriano considerou que o programa permite aos idosos permanecerem nas suas casas, junto das famílias, promovendo “um verdadeiro envelhecimento ativo” e evitando o recurso a instituições de acolhimento, muitas vezes distantes dos locais de residência.

Segundo a nota enviada à comunicação social, Paulo do Nascimento Cabral alertou ainda para a necessidade de proteger o financiamento do Fundo Social Europeu+, defendendo que o instrumento deve manter regulamento próprio e garantir estabilidade às autoridades regionais e nacionais.

O eurodeputado criticou igualmente eventuais tentativas de centralização da gestão do fundo, considerando que as regiões devem continuar a participar na execução e definição dos programas financiados.

“Ao fazermos esta tentativa de centralização deste fundo, o que estamos a fazer, ao fim ao cabo, é retirar das regiões as próprias responsabilidades”, afirmou.

Na intervenção, Paulo do Nascimento Cabral sublinhou também a importância do FSE+ para a formação e qualificação dos Açorianos, considerando que o fundo tem sido determinante para regiões ultraperiféricas como os Açores e a Madeira, contribuindo para a valorização territorial e para o combate ao despovoamento.

O eurodeputado concluiu defendendo um Fundo Social Europeu “forte, robusto” e capaz de responder aos atuais desafios sociais, apontando áreas como a habitação, a saúde, o despovoamento e o combate ao consumo de drogas sintéticas.

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