
O Governo dos Açores destacou a criação da Delegação Oficial da Casa dos Açores de Minas Gerais em Portugal continental, considerando que a iniciativa reforça as relações culturais e institucionais com a diáspora açoriana no Brasil.
O Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Comunidades, Paulo Estêvão, enalteceu a assinatura do termo de cooperação que formaliza a criação da Delegação Oficial da Casa dos Açores de Minas Gerais (CAMG) em Portugal continental. A informação foi divulgada numa nota de imprensa emitida na quarta-feira, 22 de abril.
O documento foi assinado em Ponta Delgada entre o presidente da Casa dos Açores de Minas Gerais, Claudio Luciano Valença Motta, e os representantes da entidade parceira NEW – New Economy World, Alexandre Brodheim e Pedro Gouveia. O acordo estabelece uma estrutura de representação destinada a promover e desenvolver as atividades da instituição mineira no território continental português.
Segundo a nota de imprensa, Paulo Estêvão considera que este passo reflete a vitalidade da rede de instituições da diáspora açoriana. O governante classificou a Casa dos Açores de Minas Gerais como uma entidade “recente, mas com um grande grau de criatividade, de competência e com um dinamismo extraordinário”.
O titular da pasta das Comunidades sublinhou também a importância estratégica da aproximação ao estado brasileiro de Minas Gerais, referindo tratar-se de “um Estado que tem mais do dobro da população portuguesa”. Nesse sentido, defendeu ser vital “ter um conjunto de relações de caráter cultural e institucional cada vez mais intensas”, à semelhança do trabalho desenvolvido historicamente com outras Casas dos Açores no Brasil.
A criação da nova delegação foi enquadrada pelo governante num esforço mais amplo de valorização da identidade açoriana à escala global. Atualmente, o Governo Regional apoia uma rede de 20 Casas dos Açores espalhadas pelo mundo, abrangendo toda a vertente atlântica, desde o Uruguai ao Canadá, e reforçando também a presença no Pacífico, nomeadamente na Califórnia e, mais recentemente, no Havai.
“Os açorianos não se resumem aos 244 mil habitantes destas nove ilhas, pelo contrário, somos uma grande região cultural com mais de quatro milhões de açorianos e descendentes”, afirmou Paulo Estêvão, citado na nota de imprensa.
O governante acrescentou ainda que a criação de novos vínculos intercontinentais vai hoje muito além do tradicional “turismo de saudade”, atraindo interesses e projetos conjuntos que “amplificam o próprio esforço da Região Autónoma dos Açores”.
A assinatura do protocolo ocorreu à margem da visita oficial de uma comitiva da Casa dos Açores de Minas Gerais ao arquipélago, que decorre até sexta-feira. O programa inclui passagens pelas ilhas de São Miguel e Faial, com encontros com membros do Governo Regional e autoridades autárquicas.
A agenda contempla ainda iniciativas culturais e identitárias, entre as quais a apresentação do livro “Somos Açores – Um arquipélago vivo pela ação das Casas dos Açores”, do jornalista luso-brasileiro Igor Lopes, provas de produtos regionais e a apresentação do espetáculo teatral “Quando o Mar Galgou a Terra”, com encenação da atriz brasileira Eleonora Marino Duarte.
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