PROXIMIDADE REFORÇA CONFIANÇA NA PROTEÇÃO CIVIL — ALONSO MIGUEL

O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática defendeu, em Angra do Heroísmo, que a prevenção, a capacitação dos cidadãos e a confiança no sistema são pilares essenciais para garantir uma resposta eficaz e resiliente a emergências. As declarações foram proferidas nas comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil, que reuniram cerca de 1.300 visitantes na ilha Terceira.

O Secretário Regional do Ambiente e Ação Climática, Alonso Miguel, destacou a importância estratégica da proximidade entre o sistema regional de Proteção Civil e a população açoriana, sublinhando que a prevenção e a preparação dos cidadãos são determinantes para assegurar uma resposta coordenada e eficaz face a situações de emergência.

De acordo com nota de imprensa divulgada ontem, segunda-feira, 2 de março, pela Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, as declarações foram proferidas em Angra do Heroísmo, no âmbito das comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil, numa iniciativa promovida pelo Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA).

O evento reuniu 22 agentes e entidades integrantes do sistema regional de Proteção Civil, num momento de demonstração de meios, partilha de conhecimento técnico e aproximação à comunidade.

Na ocasião, o governante afirmou que “é fundamental dar a conhecer à comunidade as capacidades instaladas na Região e promover continuamente a aproximação das pessoas ao sistema regional de Proteção Civil”, acrescentando que “uma resposta verdadeiramente eficaz às situações de emergência não depende apenas dos meios operacionais disponíveis, mas também do grau de preparação, informação e envolvimento dos cidadãos”.

“A proteção civil começa em cada um de nós. A construção de uma sociedade mais segura exige uma cultura de responsabilidade partilhada, onde cada cidadão conhece os riscos, sabe como agir e assume um papel ativo na prevenção”, vincou.

A iniciativa permitiu apresentar meios e capacidades operacionais, bem como dinamizar ações de sensibilização, com especial enfoque na temática dos sismos e das estruturas colapsadas, matéria de particular relevância num território arquipelágico marcado por especificidades geológicas e exposição a fenómenos naturais diversos.

Ao longo do dia foram promovidas sessões práticas sobre a constituição de kits de emergência, noções básicas de primeiros socorros, simulacros de sismo e demonstrações de cenários de intervenção em estruturas colapsadas, possibilitando à população contactar diretamente com procedimentos técnicos e operacionais adotados pelas equipas de socorro.

O evento contou com cerca de 1.300 visitantes, maioritariamente crianças e jovens provenientes de creches, jardins-de-infância, ATL e estabelecimentos de ensino da ilha Terceira. Segundo Alonso Miguel, este número “representa um sinal muito positivo do envolvimento da comunidade educativa e da importância que está a ser atribuída à formação das novas gerações em matéria de segurança e autoproteção”.

O governante salientou que a educação constitui uma prioridade da estratégia regional, afirmando que “começar pelas escolas é investir no futuro da Região, porque se está a formar cidadãos mais conscientes, mais preparados e mais resilientes”. Nesse contexto, destacou o papel de projetos como os “Clubes de Proteção Civil”, o “Aprender a Socorrer” e o “Educar para a Proteção Civil”, que envolvem anualmente milhares de alunos em todo o arquipélago e contribuem para elevar os níveis de literacia nesta área.

Alonso Miguel recordou ainda que, nos últimos cinco anos, o Governo Regional dos Açores investiu mais de 60 milhões de euros no sistema regional de Proteção Civil, com o objetivo de reforçar as condições de segurança e socorro das populações e modernizar estruturalmente o sistema.

“Este é um investimento muito significativo, que nos permitiu reforçar o sistema de emergência médica pré-hospitalar, apetrechar os corpos de bombeiros com equipamentos essenciais, renovar as frotas de veículos de socorro e de combate a incêndios, valorizar as tabelas salariais dos bombeiros, apostar fortemente na qualificação e formação dos operacionais e, simultaneamente, aumentar a literacia da população em matéria de proteção civil”, frisou.

Para o Secretário Regional, o reforço dos meios materiais deve caminhar a par da consolidação de uma cultura preventiva. “Não basta ter equipamentos modernos e profissionais qualificados, é igualmente indispensável garantir que a população conhece os riscos, compreende os procedimentos e confia no sistema regional de Proteção Civil”, afirmou.

Segundo o governante, este esforço integrado tem resultado num reforço da capacidade de resposta operacional, na melhoria das condições de trabalho dos agentes de Proteção Civil e numa maior robustez estrutural do sistema, fatores que, no seu entender, explicam o crescente nível de confiança da população açoriana.

“Hoje podemos afirmar que temos uma população açoriana que confia no sistema regional de Proteção Civil, e essa confiança é construída todos os dias através de investimento, profissionalismo, proximidade e trabalho permanente de sensibilização e formação”, declarou.

Alonso Miguel concluiu sublinhando que a celebração do Dia Internacional da Proteção Civil representa não apenas um momento simbólico, mas também uma oportunidade para reafirmar a importância estratégica atribuída pelo Governo dos Açores a esta área.

“A Proteção Civil é, simultaneamente, um instrumento de educação, um mecanismo de prevenção, um fator de coesão comunitária e um pilar fundamental da resiliência do nosso território. Num arquipélago como o nosso, sujeito a riscos naturais específicos, a consolidação de uma cultura de segurança não é uma opção, é uma responsabilidade coletiva que deve ser contínua, transversal e assumida por todos”, sustentou.

“A Proteção Civil começa em cada um de nós”, concluiu, defendendo que o reforço da resiliência da comunidade açoriana exige “um compromisso permanente entre instituições, agentes operacionais, escolas, famílias e cidadãos”, numa lógica de cooperação e corresponsabilização.

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