A Secretária Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, afirmou quarta‑feira, 14 de janeiro de 2026, que os mais recentes dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) confirmam uma evolução positiva dos Açores no combate à pobreza, segundo uma nota de imprensa divulgada pela tutela.
De acordo com a nota de imprensa da Secretaria Regional da Saúde e Segurança Social, Mónica Seidi, sublinhou no plenário da Assembleia Legislativa que os novos indicadores do INE “contrariam narrativas que desvalorizam os resultados alcançados”, afirmando que “é hoje factual que a Região Autónoma dos Açores já não é a região mais pobre do país, desde que são efetuados levantamentos da taxa de risco de pobreza”.
A governante destacou que esta evolução resulta “diretamente das políticas sociais implementadas pelos governos de coligação PSD/CDS‑PP/PPM”, que reforçaram os apoios às famílias e às pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Segundo a responsável, “as transferências sociais sempre existiram, mas anteriormente eram insuficientes. Hoje são uma peça preponderante na criação de uma verdadeira rede de segurança”.
Entre os grupos mais afetados pela pobreza, Mónica Seidi identificou crianças e idosos como prioridades na definição das políticas públicas. Entre as medidas já aplicadas, apontou o aumento anual acima da inflação do Complemento ao Abono de Família e as majorações por escalão do Complemento Regional de Pensão.
A Secretária Regional garantiu que a Estratégia Regional de Combate à Pobreza “não foi abandonada”, mantendo‑se ativa e articulada com instrumentos de financiamento europeus, como o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). No âmbito desta estratégia, têm sido implementados pontos de apoio ao estudo para crianças vulneráveis do 1.º e 2.º ciclos, iniciativa que já beneficiou cerca de 900 alunos, com resultados considerados “muito positivos”.
No plano mais alargado das políticas sociais, a governante destacou ainda o Plano Regional para a Inclusão Social e a Cidadania (PRISC), composto por 22 medidas, algumas já em execução. Entre os exemplos mencionados estão o programa SER+ e a digitalização do setor da saúde, com o objetivo de melhorar a acessibilidade ao Serviço Regional de Saúde.
Relativamente aos apoios alimentares, Mónica Seidi esclareceu que estes seguem orientações europeias e são atribuídos através de cartão com plafond, mediante adesão de estabelecimentos comerciais, garantindo “transparência, dignidade e evitando a duplicação de apoios”, cuja fiscalização cabe ao Instituto da Segurança Social dos Açores (ISSA).
A Secretária Regional afirmou ainda que o nível de execução das medidas em curso é “bastante aceitável”, recordando que um dos objetivos centrais do PRISC é reduzir a pobreza em 40%. “Podemos afirmar, com base nos dados disponíveis, que o objetivo definido tanto para 2025 como para 2026 já foi alcançado”, declarou, acrescentando que o Governo Regional continuará a apoiar “os mais vulneráveis e a quem precisa”, de forma a assegurar “uma trajetória descendente e sustentada da taxa de risco de pobreza”.
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