MENSAGEM DE ANO NOVO DO PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA REGIONAL DOS AÇORES

Mensagem de ano novo do presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Luís Garcia:

“Açorianas e Açorianos,

Estamos de novo no final do calendário.

Há um ano, fazia votos para que, neste 2021, cada açoriano pudesse voltar a dar abraços calorosos, e sem medo.

Mas, infelizmente, esse tempo não chegou. Ainda não nos libertámos da pandemia da Covid-19, que tanto tem condicionado as nossas vidas.

Tem sido um tempo difícil para as famílias, instituições e empresas, mas também para quem tem a missão de enfrentar a pandemia e gerir a coisa pública.

Neste contexto, impõe-se, por isso, uma palavra de reconhecimento, a todos os que, mesmo já cansados e saturados, continuam na linha da frente.

Desde logo, os profissionais de saúde e os autarcas. Mas também outros. Tantos, e tantos outros, que com espírito de sacrifício, e profissionalismo, não desarmam perante as dificuldades.

É igualmente justo, reconhecer o civismo dos Açorianos. Sem este, os efeitos da pandemia entre nós, teriam sido bem mais graves.

Uma palavra especial para os doentes e idosos, internados em lares e instituições, que têm sofrido de forma pesada este tempo, que os mantém ainda mais isolados.

A todos, expresso o meu reconhecimento e gratidão. E deixo um apelo, para que não baixem os braços, nem se deixem abater pelo desânimo, porque dias melhores vão chegar.

Hoje, há uma certeza que sobressai deste longo caminho: podemos estar vacinados e fazer muitos testes, mas continua a haver uma parte da luta, que depende do cumprimento das regras enquanto cidadão. É, pois, essencial, que cada um faça a sua parte!

Os tempos que vivemos são difíceis, mas igualmente desafiantes. Temos de combater a pandemia, mitigar as suas consequências, cuidar da recuperação, e dar resposta a tantos desafios urgentes.

Fazer tudo isto, e ao mesmo tempo, é uma tarefa gigantesca!

Precisamos de arte e engenho, de boas políticas e de recursos, mas, também, do contributo de todos.

Já o disse várias vezes ao longo de 2021, e vou continuar a repeti-lo em 2022: ninguém está dispensado de dar o seu contributo! Ninguém se sinta dispensado, nem no direito de dispensar os outros. Por mais pequeno que seja, cada contributo é importante!

Ao começar um Ano Novo, convoco-vos a todos – açorianos de Santa Maria ao Corvo, sem esquecer os que estão espalhados pela Diáspora – para esta tarefa de desenvolver e transformar a nossa Região.

Precisamos, mais do que nunca, de gente motivada, e de empresários com vontade de investir e dinamizar a nossa economia.

Precisamos, também, de uma cultura de diálogo e de tolerância. Para ouvir e aceitar as ideias dos outros e, sobretudo, para construir plataformas de entendimento, que permitam resolver problemas há muito diagnosticados ou emergentes.

Ao apelar, com insistência, para a necessidade desta disponibilidade para o diálogo e para a construção de compromissos, não o faço, apenas, por causa do quadro político que temos nos Açores, ainda que ele a isso exija.

Faço-o porque estou absolutamente convicto que os desafios que temos pela frente serão mais facilmente ultrapassados se formos capazes de construir soluções duradouras, com objetivos bem definidos, mensuráveis, e com fiscalização permanente.

Não estou, com isto, a querer inibir a crítica ou a divergência. Pelo contrário, entendo que é salutar cultivar estes alicerces da democracia.

O debate e a diversidade enriquecem e fortalecem os democratas. Porém, tudo tem o seu tempo.

Em sociedades democráticas maduras, não há que ter medo, nem receio, de passar para a fase da convergência, na busca de soluções boas, e consensualizadas.

Só assim podemos avançar e, sobretudo, fazer transformações profundas em domínios fundamentais, como a educação, o combate à pobreza, a coesão, e as alterações climáticas.

Esse trabalho é urgente para conseguirmos promover a recuperação da Região e alavancar a Economia regional de forma atrativa e inovadora.

Precisamos acarinhar o sector privado em todas as ilhas, para conseguirmos criar emprego sustentável e reter os nossos talentos.

Ao virar de mais um ano, peço ainda a todos que não desistam da nossa Região, nem de fazer ouvir a vossa voz, seja no dia-a-dia da comunidade ou dentro das nossas instituições maiores.

Ainda recentemente, saiu um estudo que diz que Portugal tem um déficit de participação dos cidadãos na vida pública.

Temos de inverter esta tendência, a começar pela participação eleitoral.

Sim! É preciso combater o desânimo e o desinteresse fácil, bem como incentivar a ida dos açorianos às urnas no fim de janeiro.

Bem sei que há pouco tempo tivemos autárquicas, mas não podemos deixar de participar nas eleições nacionais e, assim, fazer ouvir a voz dos Açores na República, e nas decisões fundamentais para o futuro do País.

Açorianas e Açorianos,

Estamos a passar do velho para o Novo Ano. Nesta volta do calendário, precisamos acreditar que, em 2022, vamos tornar a abrir as nossas ilhas ao mundo.

Queremos voltar a receber, os muitos que nos deixaram de visitar, sobretudo os açorianos, que na diáspora, em particular nos Estados Unidos e no Canadá, ficaram condicionados, pelas circunstâncias da pandemia.

Que venha, pois, um verdadeiro Ano Novo para cada açoriano, esteja onde estiver! Novo de gentes e energias. Novo de esperanças. De concretizações de tantos, e tantos desejos.

A todos vós desejo: um Próspero e Feliz Ano Novo!

Horta, 31 de dezembro de 2021”

© ALRAA | Foto: ALRAA | PE

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