COMANDO TERRITORIAL DA GNR DOS AÇORES LANÇA PÁGINA OFICIAL NO FACEBOOK

Amanhã, dia 04 de dezembro, “Dia Mundial da Conservação da Vida Selvagem”, a Guarda Nacional Republicana (GNR), através do seu Comando Territorial dos Açores, lançará a sua página oficial na rede social Facebook.

De acordo com um comunicado daquela força militarizada, o principal objetivo desta página, para  além de procurar dar a conhecer algumas características do Comando Territorial dos Açores, pretende “sensibilizar a população açoriana e de futuros seguidores para assuntos especialmente relacionados com infrações tributárias (fiscais e aduaneiras), proteção e conservação da natureza e do ambiente, bem como de outras atividades e/ou curiosidades resultantes do nosso empenhamento preventivo ou da ação fiscalizadora e parcerias estabelecidas”.

Refere a GNR que data escolhida para iniciar “este novo desafio tem uma especial importância não só no Mundo, mas também na Região Autónoma dos Açores (RAA), uma vez que a conservação da natureza (e da sua vida selvagem) internacionalmente reconhecida, tem de ser garantida através da preocupação e colaboração de todos os cidadãos com um serviço criado na GNR desde 2001: o Serviço de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), que se constitui como a polícia ambiental competente para vigiar, fiscalizar, noticiar e investigar infrações à legislação que visa proteger a natureza, o ambiente e o património natural, em todo o território nacional”.

O Comando Territorial da GNR nos Açores está sediado em Ponta Delgada, e organicamente é constituído por três Destacamentos Territoriais: Ponta Delgada, Angra do Heroísmo e Horta, com nove Postos Territoriais, de forma a que sejam garantidas todas as competências atribuídas à GNR em toda a RAA.

“Saber quais são esses Postos será um de muitos desafios que serão apresentados nesta nossa página oficial na rede social Facebook. Aceite este desafio e sigam-nos na nossa página”, convida a GNR dos Açores.

“Os militares do Comando Territorial dos Açores estarão permanentemente prontos e ‘Vigilantes nas Esfinges do Mar’, para a concretização oportuna e eficiente de todos os objetivos superiormente definidos e das responsabilidades legalmente confiadas, conforme descrito na heráldica do seu Brasão de Armas da Unidade que realça a permanente vigilância deste Comando Territorial nas nove ilhas dos Açores, caracterizadas pelo açoriano Vitorino Nemésio como as ‘Esfinges do Mar’”, lê-se ainda no comunicado.

DESCRIÇÃO HERÁLIDCA DAS ARMAS DO COMANDO TERRITORIAL DOS AÇORES

ESCUDO de prata, nove arruelas de vermelho postas 3, 3, 2, 1; bordadura ondada diminuta de azul.

ELMO militar de prata, colocado a três quartos para a dextra, tauxiado de ouro e forrado de verde.

CORREIA de verde, afivelada de ouro.

PAQUIFE E VIROL de prata e vermelho.

TIMBRE, um cachalote de azul, dentado de prata e encendido de vermelho, carregado de 9 estrelas de prata.

DIVISA, num listel de prata, ondulado, sotoposto ao escudo, em letras de negro, maiúsculas, de estilo elzevir “VIGILANTES NAS ESFINGES DO MAR”.

SIMBOLOGIA E ALUSÃO DAS PEÇAS

OS BESANTES simbolizam as nove ilhas do arquipélago dos Açores, de origem vulcânica, normalmente arredondadas em forma cónica ou de crateras. O VERMELHO é a cor do magma incandescente e portanto da força bruta da natureza, que se esconde nas profundezas das furnas das ilhas da Região.

A BORDADURA ONDADA DE AZUL representa o oceano Atlântico, onde se localiza o arquipélago dos Açores, na magnífica posição entre a Europa e a América.

O CACHALOTE, mamífero marinho característico do arquipélago, descrito frequentemente como o arquétipo de baleia por excelência, representa as fortes tradições dos açorianos ao mar e enlaça a história da secular “caça à baleia” com o atual turismo náutico de observação destes cetáceos.

AS NOVE ESTRELAS recordam as armas dos Açores, onde estão representadas, numa alusão às ilhas do arquipélago, evocando essa cadeia de pentagramas, ainda, o Homem, pela longa e contínua presença de Guardas no arquipélago, desde a criação do corpo militar de Guardas da Alfândega, em 1831, durante a regência liberal, que aí levantou as suas forças que depois desembarcaram no Mindelo e fizeram ruir o Regime Absolutista em Portugal. A esse corpo militar de Guardas sucedeu-lhes a 2.ª, 3.ª e 4.ª Companhias da ex-Guarda Fiscal, por ação do açoriano Hintze Ribeiro, em 1885, aquando da criação dessa Guarda, a que sucederia em 1993 a ex-Brigada Fiscal da Guarda Nacional Republicana (GNR). Por outro lado, desde 1911, com a criação da Guarda Nacional Republicana, foi aí criada a 2.ª Companhia da GNR, que perdurou durante quase toda a 1.ª República, tendo sido reativada a presença da GNR nos Açores em meados do século XIX, para emergir novamente com este Comando Territorial.

A DIVISA “VIGILANTES NAS ESFINGES DO MAR” realça a permanente vigilância deste Comando nas nove ilhas dos Açores, caracterizadas pelo açoriano Vitorino Nemésio como as “Esfinges do Mar”.

Os esmaltes significam:

A PRATA, a pureza, serenidade e formosura da paisagem açoriana.

O VERMELHO, fortaleza, ânimo, valentia, destemor, tenacidade e magnanimidade dos açorianos que ao longo da história têm simultaneamente sofrido com as calamidades nacionais e colaborado para os êxitos de Portugal.

O AZUL, zelo, perseverança, dedicação ao trabalho e grandeza de alma do povo ilhéu em suplantar a velha e “Atlântida” dificuldade face ao natural isolamento das ilhas saídas do seio das águas.

© CT-GNR-A | Imagem: CT-GNR-A | PE

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